Seguro do carro está ficando mais caro para mulheres
Conhecidas pela prudência e pelo menor envolvimento em acidentes graves, as mulheres aparecem com valores mais altos em cotações recentes de seguro auto. Em uma simulação para o Nissan Kicks — feita pela Creditas a pedido da Autoesporte —, o seguro para uma mulher de 35 anos, moradora da zona Sul de São Paulo, custa R$ 3.647, valor R$ 938 superior ao cobrado de um homem com o mesmo perfil (R$ 2.709).
De acordo com Marina Leal, Head de Seguros da Creditas, historicamente o público feminino sempre foi associado a uma direção mais prudente e a um menor envolvimento em acidentes graves. No entanto, esse cenário vem passando por transformações, movimento que já começa a ser observado pelas seguradoras em suas análises de comportamento e risco no seguro auto.
“Com mais mulheres no trânsito conduzindo o próprio automóvel para deslocamentos mais longos ou para atuar em aplicativos de transporte ou serviços logísticos, a frequência de sinistros também aumentou, bem como o valor dos reparos, peças e a própria inflação do setor”, aponta a executiva.
Os lançamentos e aprimoramentos constantes dos veículos também geram influência sobre as apólices. A expectativa é que a inovação e a tecnologia impulsionem todos os ramos do mercado de seguros, incluindo o seguro auto. Desde a IA à sustentabilidade, o setor caminha para modelos mais dinâmicos, personalizados e orientados por dados.
A Head de Seguros da Creditas lembra que esse movimento reflete uma evolução natural do mercado, que passa a precificar com base em dados concretos de uso e exposição ao risco, e não apenas em perfis pré-estabelecidos.
“É uma sinalização de que o mercado está mais atento às mudanças sociais e de mobilidade, onde o risco é calculado pela probabilidade estatística e não por tabelas históricas fixas”, destaca.
Fonte: CQCS
