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Novo serviço garante cobertura das prestações se o cliente perder o emprego

Com a crise econômica e o medo de perder o emprego, na hora de comprar móveis e eletrodomésticos os consumidores estão contando com mais um serviço: o seguro de proteção financeira. Com a sua contratação, se a pessoa ficar desempregada tem parte das prestações da sua geladeira, por exemplo, paga pelo seguro. Mas especialistas alertam sobre o risco desta estratégia de venda das empresas levar os consumidores ao endividamento. “Se a pessoa vai comprar um móvel, ou um eletrodoméstico, deve se perguntar se está realmente precisando daquele utensílio. Ou se vai comprar apenas para melhorar o que ainda não está velho”, salienta Erasmo Vieira, consultor financeiro. Para o especialista a aquisição do seguro não é devida, porque se o consumidor acredita que tem o risco de perder o emprego não deve fazer uma dívida, e sim, dar preferência a compra à vista. O custo deste serviço também é um problema ressaltado por Vieira. Além dos juros, já que a compra foi parcelada, o consumidor pagará uma taxa média de R$ 40 pelo seguro dividido na quantidade de prestações contratadas. Outro ponto que o consumidor deve estar atento é se o valor contratado pelo serviço irá cobrir o valor total das prestações. “Se não cobrir o valor integral, a pessoa vai ter gasto aquele valor e ainda correr o risco de não conseguir pagar a diferença das prestações e ficar com o nome sujo”, pondera o consultor. Segundo Samuel Henrique Belo, diretor de serviços da Ricardo Eletro, os consumidores estão procurando mais este serviço após a crise. “Com a crise, os clientes começaram a aceitar mais este serviço. Hoje, atingimos 40% dos nossos clientes”, analisa o diretor. No serviço ofertado pela loja, o consumidor encontra seguros entre R$ 14 a até R$ 52, que cobrem parcelas de R$ 400 até R$ 2 mil. O diretor diz que, na Bahia, a maior dificuldade é a força da economia informal. Para estes profissionais, a Ricardo oferece uma cobertura para a perda de renda ocasionada por afastamento temporário por acidente. “A cultura de seguro no País ainda é pouco difundida. Estamos treinando nossos funcionários para que eles expliquem melhor a cobertura, os benefícios deste serviço. Até porque para a pessoa acionar ela tem que ter conhecimento do que está contratando”, acrescenta Belo. É essa desconfiança, provocada pela falta de informações sobre o serviço, que tem a consumidora Genice de Jesus, analista de recursos humanos. Ela nunca tinha ouvido falar sobre este tipo de seguro, mas vê como uma medida positiva, que dá segurança para os consumidores. “Mas depende também da seriedade da empresa que vai oferecer o serviço. Ainda não contrataria este seguro, já que dou preferência a comprar à vista”, reitera a consumidora. Já José Antônio Mota, comerciante autônomo, não vê este tipo de seguro como benéfico para os profissionais liberais como ele. “Como trabalho para mim mesmo não vou passar por este problema”, considera. Para o consumidor só seria vantajoso se ele pudesse ficar desempregado e não ter os recursos para pagar as parcelas da estante que está pretendendo comprar. Para quem não tem emprego fixo, como a consumidora Uilde Magalhães, auxiliar administrativo terceirizada, este seria um bom serviço para lhe dar segurança ao comprar uma televisão de LCD em dez prestações. Porém, a maioria destes seguros exige que o consumidor tenha carteira assinada em uma única empresa por, no mínimo, um ano. E consumidores, como Uilde, ficam sem esta assistência.

Fonte: A TARDE / Luciana Rebouças

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