Ministério das Mulheres reforça compromisso com a igualdade racial
O Ministério das Mulheres participou, nesta terça-feira (3), da abertura da programação nacional do Novembro Negro 2026. Coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), a iniciativa abarca diferentes ministérios e traz como tema: “Brasil pela Igualdade Racial: o legado para o futuro”. A agenda marca o início da mobilização nacional pelo enfrentamento ao racismo e à promoção da igualdade racial.
A ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, destacou a importância de integrar o enfrentamento ao racismo às políticas de promoção da igualdade de gênero e de combate à violência contra as mulheres. Ela apontou dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher 2026 (RASEAM), que demonstram que as mulheres pretas e pardas representam 56,2% da população feminina brasileira e que, infelizmente, em 2025, elas estiveram envolvidas em 66.953 denúncias registradas pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, o equivalente a 43,2% do total.
“Vemos uma pressão histórica das mulheres negras na construção da democracia brasileira por meio de lutas populares e organizações comunitárias e culturais nos territórios. Um exemplo muito importante que vem sendo tratado pelo Ministério das Mulheres, por meio do Fórum das Mulheres do Hip Hop, foi a identificação das barreiras colocadas que impedem a participação das mulheres em espaços diversos. Dentro da política de cuidado, sabemos que as mulheres negras são as mais atingidas por esse trabalho. Estamos avançando e a 5ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres nos indicou quais políticas precisam ser fortalecidas”, declarou.
Eutália também convidou a sociedade a participar dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres, que começam em 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, e segue até o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Segundo ela, a mobilização reafirma o compromisso do Governo Federal com a defesa da vida das mulheres. Entre os destaques da programação está o Seminário Nacional Mulheres Negras: Saúde, Trabalho, Educação e Cultura em Perspectiva Antirracista, previsto para 2 de dezembro. O evento é uma organização do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que busca ampliar o debate sobre as desigualdades estruturais que atravessam a vida das mulheres negras e reafirma a importância de políticas públicas de prevenção à violência, proteção e garantia de direitos. A programação completa dos 21 Dias de Ativismo será divulgada nas próximas semanas nos canais oficiais do Ministério das Mulheres.
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou que a transversalidade das políticas de promoção da igualdade racial é uma conquista do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, além de institucionalizar as ações no Brasil, promove a pauta em nível global. “É uma demanda histórica que está sendo enfrentada com muita responsabilidade, empenho e transversalidade. Tivemos um salto orçamentário gigantesco de R$ 123 milhões para mais de R$ 600 milhões aplicados na pauta. Este é um legado para as próximas gerações”, ressaltou a ministra.
Na oportunidade, foi lançado o Mapa do Brasil pela Igualdade Racial, uma ferramenta colaborativa que reunirá iniciativas do governo e da sociedade civil em todo o país. A proposta é fortalecer a articulação entre diferentes setores e dar visibilidade às ações que contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou novos programas: o Ver SUS, que trata da imersão de estudantes da área da saúde, residentes, profissionais, gestores e movimentos sociais dentro do Sistema Único de Saúde; e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial do país para a promoção de ações antirracistas no campo da saúde mental. “Ter políticas antirracistas no SUS é fundamental para alcançar os objetivos do SUS de saúde para todos”, pontuou o ministro.
Também estiveram presentes da abertura do Novembro Negro 2026 o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, que falou sobre o fortalecimento das políticas de incentivo às mulheres no universo esportivo e medidas de combate ao assédio; a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que frisou a importância dos movimentos negros para a cultura e a economia criativa; a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, que ressaltou a relevância da titulação de terras, em especial, as quilombolas; além do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araujo; e o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Rodrigues.
Ligue 180
O Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher orienta sobre direitos e serviços da rede de atendimento às mulheres e recebe denúncias de violência. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento também está disponível pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180. Em caso de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190.
Fonte: Ministério das Mulheres
