Mercado de seguros projeta alta de 5,7% e mira expansão
De acordo com as análises feitas até o momento, o mercado de seguros no Brasil apresenta um otimismo de crescimento de 5,7%, uma estimativa de 80 bilhões. O cenário apresenta uma questão ainda sem solução: os juros elevados revelam o quanto a tributação em cima da previdência privada e o endividamento das famílias, como causas desses impactos decrescentes, atingem de forma negativa o mercado segurador.
Com avanço moderado, a projeção econômica que se pode ter, conforme o posicionamento das grandes seguradoras, é que a recuperação modesta do crescimento, acompanhada da melhora dos indicadores operacionais, apresenta resultados significativos nos lucros. No primeiro semestre de 2026, um aumento de 0,56% na receita foi registrado pelo setor supervisionado pela Susep, que somou R$ 207 bilhões, apesar da pressão causada pela queda de arrecadação do Vida Gerador de Benefício Livre.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta uma margem de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para o cenário de encerramento de 2026, com o resultado no mesmo patamar de 2025. A igualdade das estimativas de um ano para o outro revela a dificuldade do setor em avançar na meta de alcançar 10% do PIB até 2030.
A expectativa para essa meta está embasada no Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador.
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou: “Devemos encerrar 2026 no patamar de 6% do PIB. Apesar da ligeira melhora, o resultado mostra uma estagnação frente aos últimos anos”.
Em decorrência disso, não é possível elaborar uma projeção de crescimento para 2027, mesmo que seja possível observar prováveis oportunidades em suporte operacional, em especial no seguro garantia relacionado a concessões, parcerias público-privadas e projetos respaldados pela nova Lei de Licitações nº 14.133/2021.
Para o agronegócio, existe um presente potencial dentro do aspecto do setor coberto pelo seguro rural, que supera 13% das áreas plantadas em território brasileiro, mas caiu para pouco mais de 3%. Um outro fator importante é a participação dos consumidores de baixa renda, pequenos e médios empreendedores e seus negócios, como também trabalhadores autônomos.
Pela perspectiva da CNseg, a oferta de produtos direcionados às periferias tem capacidade de promover a ampliação do mercado para reduzir a vulnerabilidade
econômica das famílias em relação a acidentes, perdas patrimoniais e eventos climáticos.
Ney Ferraz Dias, CEO da Bradseg, citou: “Vemos espaço para uma retomada gradual do VGBL, à medida que os clientes retomem decisões de alocação de recursos com uma visão de longo prazo.” Para ele, em 2027, a estratégia deve ser estruturada com foco na capacidade de ampliar a geração de valor para clientes e parceiros.
Porém, para Delano Valentim de Andrade, presidente da BB Seguridade, é necessário ressaltar uma observação: “Estamos trabalhando para antecipar tendências, inovar e adaptar produtos, serviços e experiências às novas necessidades dos clientes”.
Essa iniciativa da BB Seguridade, junto à Brasilprev, estabeleceu um cenário em que foi possível reverter um resultado negativo do primeiro semestre de 2025 e registrar um saldo de R$ 2,8 bilhões em captação líquida positiva, resultado esse que foi ancorado pelo aumento de 7% nas contribuições e pela redução dos resgates e das portabilidades.
Sendo assim, dentro da expectativa internacional para os resseguros, é possível visualizar uma maior disponibilidade de capacidade e pressão sobre os preços, principalmente em relação aos contratos com melhor histórico de resultados.
Fonte: Karen Bathis, com informações da CNSeg
