Brasil atinge maior índice em estresse corporativo
A saúde mental é pauta durante o mês de setembro, mas pesquisas recentes divulgadas pela Aon plc em parceria com a TELUS Health colocaram o Brasil em uma categoria de alerta. Na América Latina, o Brasil foi o país com maior índice de estresse corporativo: enquanto o continente registrou uma média de 34%, o Brasil alcançou a margem de 45%.
Foram entrevistados 2.000 trabalhadores brasileiros, 80% confirmam que, pelo menos uma vez por semana, durante o expediente de trabalho, estão sofrendo com algum mal psicológico, físico ou emocional: 43% explicaram sentir ansiedade em diversos momentos do dia, 36% lidam com sintomas depressivos e 34% admitem que a saúde mental afeta seu desenvolvimento e resultados no ambiente de trabalho.
Na elaboração da pesquisa no Índice de Saúde Mental, o Brasil marcou 65,5 pontos, o que coloca o país em um nível de risco “pressionado”, com 72% dos profissionais demonstrando algum grau associado com perfil de risco de moderado a alto e 33% descrevendo sentimentos de solidão.
Ainda com base na própria pesquisa, foi apontado que, na América Latina, 35% das empresas e suas respectivas lideranças não têm estrutura para acolher as questões de saúde mental dos seus colaboradores: é evidente em todo o continente que a falta de aptidão por parte dos gestores revela a fragilidade da realidade como esses funcionários não encontram apoio ou orientação no ambiente de trabalho.
Fabio Martinez, Líder de Recursos Humanos e Capital, afirma: “Quando quase metade da força de trabalho opera sob estresse constante, o impacto aparece na perda de eficência, nos erros operacionais e na rotatividade de talentos. O desafio dos conselhos e das diretorias de RH é transformar dados de saúde mental em inteligência de gestão, reavaliando como as metas são estipuladas e como a liderança é preparada junto a isto”.
Tratando-se especificamente do Brasil, o país aponta para 65% dos profissionais que informaram ter receio quanto à condição de saúde mental causar algum problema ao seu desempenho no trabalho. Com 6 pontos percentuais acima da Colômbia e 11 pontos acima da média regional, o Brasil segue acima da média dentro do continente. Ao todo, 63% admitem ter medo de que algum transtorno impossibilite o progresso de suas carreiras profissionais, 28% sentem desconforto em relatar a seus gestores ou colegas o impacto do trabalho em seu emocional; além disso, 39% dos entrevistados confessam que não buscam ajuda devido aos custos dos tratamentos.
Analisando todo o cenário na América Latina, buscar estratégias eficientes que possam oferecer suporte aos funcionários, preparar a gestão e aperfeiçoar as lideranças dentro de uma empresa é uma observação feita pelos funcionários que declaram que preferem receber benefícios voltados à saúde do que a 10% de aumento no salário. Essa declaração revela que a atual geração de profissionais de todos os setores está priorizando saúde mental e qualidade de vida antes de ganho financeiro.
Base de dados para a produção do texto: https://vocerh.abril.com.br/saude-mental/brasil-lidera-indice-de-estresse-corporativo-entre-paises-da-america-latina/
Fonte: Karen Bathis
