Mercado de Seguros

ANSP realiza debate sobre ESG e o pós-COP30

A Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) realizou, na última segunda-feira (6), o ANSP Fórum ll – ESG I Pós COP 30, na sede da Porto, em São Paulo (SP). Durante o evento, a entidade reuniu especialistas e lideranças do setor para um debate sobre os impactos da COP 30 e as perspectivas para a COP 31.

Edmur Almeida, presidente da ANSP, ressaltou a importância do encontro. “A Academia tem uma Cátedra ESG e uma diretoria dedicada ao tema, ou seja, esse assunto é extremamente relevante para nós, além de ser muito atual”, disse.

De acordo com Almeida, seguro e mudança climática são temas que caminham juntos. “Costumo dizer que, independentemente das mudanças climáticas, o seguro já desempenharia um papel importante nessas questões de catástrofes. Mas, à medida que esses eventos passam a ocorrer com mais frequência e severidade, o seguro e a previdência se tornam ainda mais presentes para ajudar a sociedade”, pontuou.

Além de Edmur, a abertura do evento contou também com a presença de Patrícia Chacon, CEO da Porto Seguro. Sobre o assunto principal do encontro, a executiva afirmou o significado da participação da companhia na COP30 e os legados para o mercado de seguros. “A gente esteve presente com a Casa do Seguro, que patrocinou diálogos importantes sobre inclusão securitária e o papel do mercado na resiliência climática”, relembrou Chacon.

Para Patrícia, uma das grandes mensagens da conferência para o setor foi a inclusão securitária. “O nosso mercado tem um papel fundamental na proteção das pessoas. A gente está próximo do cliente quando um imprevisto acontece. Mas, hoje, nem todo mundo tem a possibilidade de recomeçar quando o imprevisto acontece”, salientou. Dando destaque à isso, a executiva ressaltou o compromisso da seguradora. “Até 2030, queremos fazer 13 bilhões de reais em produtos socioambientalmente responsáveis. Inclusão securitária, trazer o seguro para mais pessoas”, completou ela.

Também representando o Grupo Porto, Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura, enfatizou que o tema ESG não termina sem a COP30. “Ele é cada vez mais turbinado para darmos continuidade porque, aqui, o ritmo é essencial e as trocas também são”, contou. “Foi um momento muito importante para mantermos o diálogo, as conversas e a força dessa agenda no mercado de seguros”, acrescentou Coimbra.

Em nome da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Júlia Lins, diretora técnica, destacou que a iniciativa foi essencial para continuar chamando a atenção para o assunto. “Só tende a impulsionar o mercado, a trazer novas soluções porque são temas que merecem um debate mais aprofundado, que merece que cada parte do mercado discuta as questões envolvendo todos os temas relacionados”, ressaltou.

Representando o segmento de resseguros, Rafaela Barreda, presidente da Fenaber, também enfatizou a importância do tema para debater as questões climáticas e o comprometimento do setor para fornecer soluções e colaborar com a resiliência da sociedade, dos governos e dos países.

“No meu caso, represento os resseguradores, que é o setor que dá toda a solidez financeira ao mercado segurador, ao compartilhar riscos juntamente com o setor de seguros. Além disso, é uma oportunidade de fazer com que os resseguradores possam compartilhar suas experiências, suas expertises e, principalmente, todo um legado de outras regiões que já foram afetadas e de que forma essas regiões tiveram soluções aplicadas e obtiveram sucesso em uma recuperação mais rápida”, concluiu Barreda.

Fonte: CQCS

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