Achei que estava protegida. Estava errada
Por Rafaella Barbosa
Do meu coração para o seu
Este artigo não é sobre aspectos jurídicos ou técnicos do seguro de vida.
Quero contar como foi a contratação do meu seguro de vida e por que considero essa decisão um dos maiores presentes que já me dei.
Talvez você estranhe essa afirmação. Afinal, como alguém pode enxergar a contratação de um seguro de vida como uma prova de amor a si mesma?
Eu também não entendia isso.
Durante muito tempo, associei o seguro de vida àquilo que a maioria das pessoas associa: uma proteção financeira para a família em caso de morte do segurado.
Mas eu ainda não havia percebido o quanto esse produto poderia fazer sentido durante a vida.
Quando contratei meu seguro de vida, eu estava completando 40 anos.
Sou advogada especializada no mercado de seguros e trabalho nesse segmento desde os 16 anos de idade.
Passei praticamente toda a minha vida profissional convivendo com seguradoras, apólices, sinistros e indenizações.
E, ainda assim, eu não tinha seguro de vida.
Durante anos, a contratação do meu próprio seguro ficou para depois.
Não por falta de conhecimento técnico.
Mas porque, apesar de conhecer profundamente o mercado, eu ainda não havia transformado esse conhecimento em prioridade na minha própria vida.
Sempre tive uma relação muito responsável com o dinheiro. Construí patrimônio, organizei minha vida financeira e acreditava que estava protegida.
Hoje reconheço que minha proteção estava incompleta.
Ninguém depende financeiramente de mim.
Nem meus filhos, nem meu marido, nem minha mãe dependem da minha renda.
Por isso, durante muito tempo, concluí que o seguro de vida não era prioridade.
Até que um dia percebi que estava olhando para o seguro apenas por uma parte da sua finalidade.
A morte é uma certeza.
Mas existem outras situações que podem surgir de forma inesperada: uma doença grave, um acidente ou uma incapacidade para o trabalho.
E foi nesse momento que tudo mudou para mim.
O seguro de vida não era apenas uma proteção para quem eu amo.
Era também uma proteção para mim.
Uma forma de garantir que, diante de uma eventualidade, eu teria mais segurança para atravessar aquele momento.
Tenho a felicidade de ser cercada por pessoas que me amam e que certamente estariam ao meu lado em qualquer circunstância.
Mas a contratação do seguro me trouxe uma certeza adicional: a de que uma eventualidade na minha vida não precisaria se transformar também em uma preocupação financeira para a minha rede de apoio.
Foi quando compreendi que cuidar de mim também era uma forma de cuidar daqueles que amo.
Quando finalmente contratei meu seguro, senti que uma etapa importante do meu planejamento estava concluída.
A contratação não alterou aquilo que eu havia construído ao longo da vida.
Mas me trouxe uma segurança que antes eu não tinha considerado.
Não porque eu espero utilizar essas coberturas.
Muito pelo contrário.
Espero, sinceramente, nunca precisar acioná-las.
Por isso decidi escrever este texto.
Não para falar sobre cláusulas ou coberturas.
Isso ficará para outra oportunidade.
Hoje, escrevo para compartilhar uma experiência.
Tenho insistido muito na importância de comunicarmos de forma mais clara o valor do seguro para a sociedade.
Porque, antes de qualquer explicação técnica, existe uma verdade simples: pessoas se conectam com pessoas.
E Jesus nos ensinou isso de forma extraordinária ao utilizar histórias e parábolas para transmitir mensagens que atravessam gerações.
Precisamos mostrar às pessoas que seguro não é apenas um produto.
É cuidado.
É autonomia.
É segurança.
Eu demorei 40 anos para compreender isso e colocar a contratação do meu seguro de vida como prioridade.
Talvez você esteja lendo este texto aos 25, aos 35 ou aos 45 anos.
Independentemente da sua idade, espero que esta leitura desperte uma nova forma de enxergar o seguro de vida.
Não por medo.
Não por obrigação.
Mas por amor.
Amor por você.
Hoje, olhando para trás, continuo acreditando que a contratação do meu seguro de vida foi um dos maiores presentes que já me dei.
Não por medo da morte.
Mas por amor à vida que construí, às pessoas que amo e à mulher que desejo continuar sendo.
E foi por isso que comecei este texto dizendo que ele vinha do meu coração para o seu.
