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Falta de informações pode onerar preço

A abertura do resseguro é excelente para o mercado e para os consumidores, mas ainda é preciso fazer algumas correções de rumo, na opinião dos diretores do IRB Brasil Re, Vandro Cruz, e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Murilo Chaim, que apontam como obstáculos importantes a falta de dados estatísticos nas seguradoras brasileiras e as possíveis dificuldades na tradução de cláusulas contratuais para o inglês ou outras línguas estrangeiras. É preciso, antes de tudo, que haja, nas condições contratuais, um alinhamento entre o que se pratica nas relações entre clientes e seguradoras e estas com os resseguradores, advertiu Vandro Cruz.
Já Murilo Chaim previu dificuldades causadas pela pouca tradição das seguradoras e consumidores brasileiros na armazenagem de dados históricos. Na avaliação dele, esse gargalo pode até ter reflexo no preço final da cobertura do resseguro. As companhias precisam se acostumar com o novo cenário. O mercado brasileiro tem características próprias e, em muitos casos, a possibilidade de redução de preços pode ser limitada pela falta de informações, disse.
DIFICULDADES.
Vandro Cruz afirmou que, no caso dos grandes riscos, o mercado está mais próximo do que se espera de um cenário mais favorável. Contudo, ele acredita que possam ocorrer alguns problemas nas coberturas para pequenos e médios segurados. As seguradoras tinham uma situação tranqüila antes, com a atuação protetora do IRB. Agora, é preciso mais atenção em questões cambiais e de riscos de crédito, entre outras, para pequenos segurados, alertou o diretor do IRB Brasil Re, que participou, ao lado de Murilo Chaim, da Susep, na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, do seminário Resseguro no Brasil: Novas Perspectivas, organizado pelo escritório Torres, Medida & Associados, com o patrocínio da Orypaba Corretagem de Resseguros.
O órgão regulador, segundo Murilo Chaim, também enfrenta dificuldades. Ele antecipou que, após a legislação tratar do desenho geral da regulação, chegará, em breve, o momento de se focar no micro, nas questões operacionais. Antes, o IRB resolvia tudo e gerava conforto. Agora, há muita dúvida sobre como operar. Algumas seguradoras, inclusive, procuraram a Susep para saber com quais bancos poderá abrir e movimentar uma conta em moeda estrangeira. Os próximos meses serão complicados, sustentou.
Outro palestrante foi o diretor da XL Re no Brasil, Orlando Fleury da Rocha, que destacou o fato de, agora, o País ficar mais sujeito às

Fonte: Jornal do Commercio

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