Mercado de Seguros

Seguro residencial virou serviço de chaveiro e encanador

Quase dois terços dos acionamentos do seguro residencial no Brasil hoje não são para incêndios ou roubos — são para imprevistos domésticos como encanamento, chaveiro e danos elétricos. Esse dado da Brasilseg resume uma transformação que ajuda a explicar por que o segmento cresceu 49% em quatro anos e atingiu R$ 1,73 bilhão só no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Eventos climáticos extremos, consolidação do home office, maior preocupação com proteção patrimonial e busca por serviços cobertos pelos contratos estão impulsionando o mercado de seguro residencial no Brasil nos últimos anos. A alta de 10,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior reforça uma tendência consistente: de 2022 a 2025, esse tipo de seguro avançou 49,22%, passando de R$ 4,48 bilhões para R$ 6,66 bilhões em prêmios emitidos. O prêmio é o valor pago pelo cliente à seguradora para manter as suas apólices, o documento que oficializa o contrato de seguro ativo.

Como o home office e os eventos climáticos mudaram o seguro residencial

O aumento de temporais, enchentes, vendavais e danos elétricos tornou os riscos mais visíveis dentro de casa, segundo especialistas. Ao mesmo tempo, a residência passou a ocupar um espaço ainda mais importante na vida das famílias após a pandemia.

Com a consolidação do home office e dos modelos híbridos de trabalho, muitos brasileiros passaram a ficar mais tempo em casa e, consequentemente, a olhar o imóvel de outra forma, não apenas como um patrimônio, mas também como um espaço de convivência, trabalho e bem-estar, afirma Andrea Nogueira, diretora de seguros massificados da Mapfre.

Segundo ela, o seguro residencial deixou de ser visto apenas como proteção para grandes emergências. Hoje, ele não é visto apenas como uma despesa eventual, mas como uma solução que combina proteção, conveniência e tranquilidade.

Chaveiro, encanador e eletricista: os serviços que mudaram o seguro residencial

Se antes o seguro residencial era lembrado principalmente em situações graves, hoje os serviços de assistência aparecem entre os principais motivos de contratação. A lista inclui chaveiro, encanador, eletricista, desentupimento, instalação de equipamentos e conserto de eletrodomésticos.

Dados da Brasilseg mostram que quase 65% dos acionamentos do seguro residencial estão ligados justamente a imprevistos domésticos e manutenção da casa. Isso mostra como o seguro residencial vem sendo utilizado de forma mais recorrente pelos consumidores.

Fonte: Portas

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