Mulheres negras marcham em Brasília por reparação histórica
Milhares de militantes de todo o País participaram nesta terça-feira (25), em Brasília, da “Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver”. Elas retornam dez anos depois à capital federal em manifestação unificada para lançar um manifesto econômico dirigido especificamente ao governo federal. No documento, de 32 páginas, é destacado que seu texto foi uma construção coletiva baseada nas proposições e vivências da mulher negra brasileira.
Integrantes de diversos grupos de mulheres, incluindo militantes do movimento LGBTQIA+, participaram deste evento.
A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Cojira-Rio/SJPMRJ) acompanhou essa jornada através de sua integrante Sandra Martins, que viajou em um dos ônibus que saíram do Rio de Janeiro até Brasília para vivenciar o passo a passo desta jornada.
“Integro um dos coletivos que partiu da Cinelândia por volta das 13 horas desta segunda-feira (24/11), sendo que a concentração foi às 8 horas. O grupo era inicialmente formado neste ônibus por 37 pessoas (sendo uma estrangeira) – 11 delas por motivo de força maior não puderam ir. A viagem durou 18 horas com três paradas para alimentação e higiene. A faixa etária de quem estava neste ônibus varia entre 19 e 68 anos, sendo que a maioria concentrada na faixa até 29 anos”, relatou Sandra.
Além das mulheres negras, também fez parte da viagem a militante e professora boliviana Chantal da Bélgica. Ela considera a Marcha o acontecimento mais importante do ano para o movimento de mulheres do Brasil. Sobre Reparações, entende que para além da relevância do reconhecimento sócio-histórico “é de extrema importância a construção e efetivação de políticas públicas de equidade de gênero e raça para as mulheres negras, indígenas, quilombolas e ribeirinhas”.
Fonte: Portal jornalistas.org.br
