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Mulher enfrenta obstáculos estruturais já nos primeiros degraus da carreira

O relatório Women in the Workplace, produzido pela McKinsey em parceria com a LeanIn.Org, mostra que mulheres continuam enfrentando obstáculos estruturais já nos primeiros degraus da carreira corporativa.

Segundo o estudo, para cada 100 homens promovidos ao primeiro cargo de gerência, apenas 93 mulheres recebem a mesma oportunidade. Entre mulheres negras, o número cai para 60.

O levantamento também aponta que mulheres recebem menos apoio estratégico dentro das empresas.

Entre profissionais em início de carreira, apenas 16% das mulheres afirmam ter múltiplos patrocinadores internos (sponsors), ante 33% dos homens.

Já o acesso a patrocinadores em cargos seniores alcança apenas 12% das mulheres no começo da trajetória corporativa, contra 22% dos homens.

O mesmo estudo global aponta outro problema estrutural: a desigualdade não começa apenas no acesso aos cargos mais altos, mas muito antes.

A McKinsey descreve o fenômeno conhecido como broken rung — o “degrau quebrado” da carreira feminina.

Em vez de perder espaço apenas no topo da hierarquia, mulheres já enfrentam barreiras na primeira grande promoção para posições de liderança, o que reduz sua presença em toda a cadeia seguinte.

Na prática, isso significa que muitas profissionais precisam provar mais, entregar mais e sustentar múltiplas funções simultaneamente para avançar.

O estudo aponta ainda níveis elevados de insegurança profissional entre mulheres líderes.

Entre executivas seniores com menos tempo de empresa, 81% afirmam preocupação com estabilidade no emprego e perspectivas futuras dentro da organização.

Os dados brasileiros mostram ainda que o custo emocional dessa trajetória é elevado.

Segundo a pesquisa Nexus/Todas Group, 37% das mulheres abriram mão de lazer, enquanto 41% afirmam ter encontrado apoio principalmente em outras mulheres, e não nas próprias estruturas corporativas.

O dado ajuda a explicar por que redes femininas de apoio, mentorias e grupos internos ganharam importância nos últimos anos.

Mais do que políticas formais de diversidade, muitas profissionais passaram a depender de mecanismos paralelos de acolhimento para sustentar suas carreiras.

Fonte: Infomoney

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