Dicas e cuidados: guia para mulheres corretoras que viajam sozinhas
Há mais ou menos 60 anos, as mulheres começaram a viajar sozinhas. Apenas em 1980 esses dados começaram a ser quantificados pelas companhias aéreas, que identificaram a movimentação feminina em torno de viagens solo movidas a trabalho e negócios executivos.
Antes disso, empresas de turismo já organizavam viagens em grupo para mulheres, mas esse acontecimento começou a ser visto como um movimento econômico apenas anos depois.
Recentemente, o Ministério do Turismo lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, uma ação importante para proteger e encorajar mulheres em suas realizações pessoais e profissionais por meio das viagens.
Os dados apontam que o fator segurança é o primeiro a impedir que uma mulher decida viajar sozinha, seja a trabalho ou a lazer. De 60% a 62% das mulheres já deixaram de viajar sozinhas em algum momento por conta das barreiras que impedem uma segurança estruturada, dados da UNESCO em parceria com o Ministério do Turismo.
Para transformar a experiência em viajar sozinha em algo seguro e com boas lembranças, é necessário pensar em toda logística que envolve uma viagem solo sendo mulher, para além de transporte, hospedagem e roteiro, é muito importante entender como pedir ajuda em casos de problemas pessoais: como conferir se o local da hospedagem oferece serviço de apoio em caso de algum tipo de transtorno envolvendo a importunação a alguma mulher. No Cadastur é possível avaliar prestadores de serviços parceiros que oferecem canais de apoio: como solicitar que o número do quarto da hóspede não seja dito em voz alta.
Para as corretoras de seguros que viajam sozinhas, além de todo o suporte oferecido com o auxílio do guia, que foi estruturado e criado por mulheres para mulheres, também é possível contar com as centrais de atendimento e emergência. Em caso de problemas você pode contar com a Central de Atendimento à Mulher, ligando para o número 180, que oferece orientação sobre direitos e serviços da rede de apoio às mulheres e recebe denúncias de violência.
O atendimento também ocorre por WhatsApp, no número (61) 9610-0180, por e-mail central180@mulheres.gov.br,em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para mulheres com deficiência, por meio do portal
Atendimento em Libras para Mulheres com Deficiência.
Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.
Fonte: Fenacor – Karen Batista
