Resseguro

Brasil é visto como oportunidade para o mercado de resseguros

“Ambiente de negócios e perspectivas do mercado de resseguro no Brasil”, com foco na análise do cenário político e econômico no Brasil e no mundo, foi o tema da primeira plenária do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (19). Moderado por Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e de Relações Regulatórias da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o painel reuniu Fernanda Guardado, economista-chefe da BNP Paribas Cardif; Bruno Freire, CEO da Austral RE; Marc Lipman, presidente da Lloyd’s Americas; e Karsten Steinmetz, CEO da Munich Re do Brasil.

Durante a fala, Fernanda Guardado deu um panorama global dos últimos anos, principalmente após a pandemia de covid-19. Para ela, apesar dos choques sucessivos e incertezas, a América Latina tem apresentado resultados positivos e, consequentemente, novas oportunidades de negócios.

“Temos observado um interesse maior. Na BNP, temos muita interação com empresas globais e vemos o Brasil brilhando”, afirmou. “Já se observa que o Brasil é um ponto para novas atividades, as que não são tradicionais”, acrescentou Fernanda.

Mesmo com uma realidade cada vez mais incerta e desafiadora, Bruno Freire explicou reforçou que os mercados de seguros e resseguros devem atuar conjuntamente. “É um mercado de boa fé, de compartilhamento dos riscos entre as partes”, disse. “Como mercado, vamos entender e ajustar as responsabilidades de cada um”, completou Freire, que se diz cauteloso, mas otimista para o novo momento.

Pela primeira vez no Brasil, Marc Lipman, presidente da Lloyd’s Americas, ressaltou que a falta de previsão, principalmente no que tange às mudanças climáticas, tem sido um desafio para os mercados de seguros e resseguro. Trazendo uma perspectiva estrangeira, Lipman também reforçou que, atualmente, há muitas oportunidades nos mercados emergentes, em particular no Brasil. No entanto, o presidente do Lloyd’s Americas enfatizou que “a habilidade de continuar a atrair e reter capital vai depender de entregar previsibilidade em termos de desenvolvimento político e econômico”.

Para Karsten Steinmetz, as mudanças climáticas no Brasil têm mudado, de forma clara, o perfil do risco e, por isso, é necessário ter uma perspectiva além do preço e capacidade, mas, sim, de temas como prevenção, ampliação de coberturas e diversificação, que são cada vez mais importantes em um mundo imprevisível.

Neste cenário, o CEO da Munich Re do Brasil ressalta que é preciso agir em conjunto. “Temos que colaborar de verdade juntos como seguradoras, resseguradoras, sociedade, Susep. Todas temos papel. Se trabalharmos juntos, podemos enfrentar esse desafio”, finalizou Steinmetz.

Fonte: CQCS

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