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“Agosto Dourado” destaca importância da amamentação para mãe e bebê

O mês de agosto é marcado pela campanha “Agosto Dourado”, dedicada à conscientização sobre a importância da amamentação para a saúde da mãe e do bebê. Inspirada no conceito da Hora Dourada, que corresponde à primeira hora de vida do recém-nascido, a iniciativa destaca a importância do contato pele a pele logo após o nascimento e do início precoce do aleitamento materno, sempre que as condições clínicas permitirem.

Na saúde suplementar, essas práticas integram as estratégias de qualificação da atenção materna e neonatal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre elas estão o incentivo ao contato entre mãe e bebê imediatamente após o parto e ao início da amamentação ainda na sala de parto, medidas contempladas nas ações relacionadas ao Movimento Parto Adequado e à Certificação em Boas Práticas na Atenção Materna e Neonatal.

O contato pele a pele na primeira hora de vida favorece a adaptação do recém-nascido ao ambiente externo, fortalece o vínculo entre mãe e bebê e estimula a liberação de ocitocina, hormônio que contribui para a descida do leite materno. Também aumenta as chances de sucesso da amamentação e pode ser realizado tanto em partos vaginais quanto em cesarianas, desde que não haja contraindicação clínica.

O leite materno é considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Além de fornecer todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê, contém componentes que fortalecem o sistema imunológico, ajudam na formação da microbiota intestinal e contribuem para reduzir o risco de infecções. Estudos também apontam benefícios para a resposta às vacinas e para o desenvolvimento cerebral da criança.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, a amamentação pode ser mantida juntamente com a alimentação complementar até os dois anos ou mais.

Embora seja um processo natural, a amamentação pode exigir aprendizado tanto da mãe quanto do bebê. Dificuldades nos primeiros dias são comuns e, quando necessário, a orientação de profissionais de saúde e o apoio dos Bancos de Leite Humano podem contribuir para superar desafios relacionados à pega, à produção de leite ou a outras intercorrências.

Também é importante lembrar que a cirurgia cesariana não impede a amamentação. Em alguns casos, o início do aleitamento pode demandar mais apoio devido às condições do pós-operatório. Por isso, recomenda-se que a equipe assistencial, sempre que possível, favoreça o contato pele a pele e a primeira mamada logo após o nascimento.

O Movimento Parto Adequado busca disseminar estratégias de melhoria da qualidade da atenção ao parto e ao nascimento na saúde suplementar. A iniciativa está em sua terceira fase, voltada à saúde, à segurança e à equidade na gestação e no parto.

Entre o fim de 2025 e início de 2026, a ANS selecionou operadoras, maternidades e ambulatórios de pré-natal e puerpério para participar voluntariamente do Projeto Cuidado Integral à Gestante e ao Neonato – Parto Adequado. A iniciativa contempla treinamentos e a implementação de melhorias para aproximar os participantes dos padrões da Certificação em Boas Práticas na Atenção Materna e Neonatal.

Recomendações da ANS

Sempre que possível, iniciar a amamentação na primeira hora de vida do bebê.

Oferecer exclusivamente leite materno até os seis meses de idade.

Manter a amamentação, juntamente com a alimentação complementar, até os dois anos ou mais.

Buscar orientação de profissionais de saúde em caso de dificuldades.

Procurar um Banco de Leite Humano para receber apoio especializado ou realizar doação de leite.

Fonte: ANS

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