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Atrasos com mais de 15 minutos afetam 27,1% dos vôos no país

Ao menos 107 dos 395 vôos programados para a manhã desta terça-feira sofreram atrasos de mais de 15 minutos –o que corresponde a 27,1%–, segundo balanço divulgado por volta das 8h40 pela Infraero (estatal que administra os aeroportos).
A estatal considera toleráveis atrasos de até 45 minutos. Nesse caso, índice de atrasos é de 19% –77 vôos.
Na segunda-feira (20), o balanço das 19h apontava atrasos de mais de 15 minutos em 754 dos 1.453 vôos programados –51,9% do total–. Na ocasião, a espera de mais de 45 minutos atingiu 43,2% dos vôos.
Os atrasos que causaram transtornos aos passageiros nos principais aeroportos do país entre o último domingo e segunda-feira (20) diminuíram nesta terça, mas a espera passou de uma hora em alguns terminais.
Nesta terça, uma audiência pública no Senado discute a crise aérea brasileira. Com o debate, os parlamentares esperam buscar soluções para minimizar os transtornos.
Crise
Desde o final de outubro, os passageiros têm enfrentado constantes atrasos nos principais aeroportos do país.
Inicialmente, os atrasos foram causados pela chamada operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo, que, de forma isolada, decidiram aumentar o espaçamento entre as decolagens. O objetivo seria garantir a segurança dos vôos. As normas internacionais determinam que cada operador deve controlar, no máximo, 14 aeronaves no mesmo instante.
O resultado do movimento foi uma seqüência de atrasos e cancelamentos de vôos. O setor entrou em colapso na madrugada do último dia 2, feriado de Finados. Na ocasião, o comando da Aeronáutica convocou controladores para o trabalho, como medida emergencial.
O aquartelamento voltou a ocorrer no último dia 14, véspera do feriado da Proclamação da República, quando atrasos eram registrados nos principais aeroportos do país. Na ocasião, os problemas seriam resultado da falta de controladores no Cindacta 1, em Brasília. A medida foi suspensa no dia seguinte, quando a situação era considerada tranqüila nos terminais.
Entre o último domingo e a segunda-feira (20), os passageiros voltaram a enfrentar transtornos. Os problemas, desta vez, foram atribuídos pela Aeronáutica à chuva e ao efeito bola-de-neve causado pelo rompimento um cabo de fibra ótica do Cindacta 2 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) –que coordena o tráfego na região Sul. A falha afetou a transmissão de dados necessária para o controle do tráfego aéreo e prejudica vôos nacionais e internacionais, inclusive aqueles que passam pela região Sul sem pousar na região.
Além disso, um avião de pequeno porte que deslizou e parou no gramado do aeroporto de Congonhas, na noite de domingo, fechou a pista principal por aproximadamente duas horas e também teria causado reflexos. Durante o período, as operações foram feitas pela pista auxiliar.

Fonte: Folha de São Paulo

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