Pesquisa: PMEs preservam margem de lucro ao reajustarem seus preços
Preservar a margem de lucro é a principal prioridade para 49,3% das pequenas e médias empresas (PMEs) na hora de reajustar seus preços, segundo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Na sequência, 22,1% dos negócios afirmam priorizar a manutenção da competitividade, enquanto 17,6% buscam evitar a perda de clientes. Outros 11% dizem não atuar com estratégia de precificação.
O cuidado com a rentabilidade ganha ainda mais relevância entre empresas com 6 a 10 anos de atuação, 60,5% priorizam a preservação da margem. Entre negócios com 21 a 30 anos, o percentual é de 52,5%; entre empresas com 1 a 5 anos, 48%; e, entre empresas com 11 a 20 anos, 41,8%.
“Reajustar preços não é apenas uma decisão comercial simples, já que impacta diretamente a sustentabilidade financeira do negócio. O empreendedor precisa considerar custos, margem, posicionamento e comportamento dos clientes antes de definir um novo valor. Aumentar preços sem entender esses fatores pode comprometer a competitividade do seu negócio, assim como manter preços defasados pode pressionar a rentabilidade. O equilíbrio está em conhecer os números da própria operação e tomar decisões com base neles”, afirma Julio Lopes, diretor de pequenas e médias empresas da Serasa Experian.
O recorte por Score PJ mostra que a preservação da margem ocupa a primeira posição em todas as faixas analisadas. Entre empresas com Score PJ acima de 851, 57,4% apontam esse fator como prioridade no reajuste dos preços. O percentual é de 50% entre negócios com score de 672 a 850, 49,3% na faixa de 145 a 473, 47,6% entre 474 e 671 e 45,3% entre empresas com score de 0 a 144.
Na análise regional, a preservação da margem também aparece como principal prioridade. O percentual chega a 57,1% no Centro-Oeste e 55,9% no Sul. No Sudeste, 47,5% priorizam a margem, índice próximo ao registrado no Nordeste, de 47,4%. No Norte, o cenário é mais equilibrado: 38,5% citam a preservação da margem, enquanto 34,6% afirmam priorizar evitar a perda de clientes.
A definição de preços exige que o empreendedor conheça não apenas os custos diretamente ligados ao produto ou serviço, mas também as despesas necessárias para manter a operação, que inclui itens como: aluguel, , sistemas, transporte, marketing, mão de obra, etc. Quando esses fatores não entram no cálculo, a empresa pode aumentar as vendas e, ainda assim, trabalhar com uma margem insuficiente para sustentar o negócio no longo prazo.
Para apoiar pequenos e médios empreendedores nessa tarefa, a Serasa Experian disponibiliza gratuitamente uma planilha de cálculo de preço de serviço, que ajuda a considerar os custos da operação na formação do valor cobrado e a estruturar uma precificação mais sustentável. O material faz parte do portal de conteúdos da companhia voltado às PMEs, que reúne orientações e ferramentas sobre gestão financeira, vendas, planejamento e outros temas importantes para a rotina dos negócios.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 544 pequenas e médias empresas de todo o Brasil pertencentes à base de clientes da Serasa Experian, durante o mês de agosto de 2026. A amostra teve predominância de empresas de pequeno porte e dos setores de comércio e serviços.
Fonte: Serasa
