Mercado de Seguros

Seguros: rentabilidade se mantém em 25%

O mercado de seguros brasileiro vem registrando resultados positivos nos últimos anos, impulsionado por um ambiente macroeconômico mais favorável e por ganhos de eficiência operacional. Segundo Francisco Galiza, professor e consultor de economia especializado em seguros e responsável pela coluna “Na Ponta do Lápis”, a rentabilidade média do setor tem se mantido em torno de 25% ao ano desde a recuperação pós-pandemia, um patamar considerado elevado para os padrões do mercado.

Esse desempenho reflete não apenas a retomada do crescimento econômico, mas também é auxiliado por uma série de fatores que fortaleceram a rentabilidade financeira do segmento. De acordo com o economista, algumas linhas de negócio se destacam por sua lucratividade e têm papel central nesse desempenho. É o caso dos seguros massificados e do seguro de vida, que apresentam resultados consistentes.

Galiza também atribui o desenvolvimento da rentabilidade do setor ao avanço tecnológico, que tem proporcionado ganhos de escala e eficiência operacional, reduzindo custos administrativos e otimizando processos, o que reflete diretamente na melhoria dos resultados financeiros das seguradoras.

“Além do perfil da carteira, incluindo sinistros e comissões, há também dois aspectos importantes: as despesas administrativas, que vêm caindo nas seguradoras, em parte por conta do ganho de escala proporcionado pela tecnologia; e os juros. As seguradoras não vivem apenas do resultado da carteira de seguros, mas também da rentabilidade financeira, e os juros estão em um bom patamar. Esses dois aspectos, somados a uma rentabilidade técnica razoável, têm contribuído para a melhora dos resultados do setor”, afirma.

Sobre projeções futuras, o especialista reiterou que a economia brasileira está muito mais previsível, refletindo, dessa forma, no mercado. Para ele, a tendência para 2026 é que a economia do segmento permaneça estável, a menos que ocorram eventos imprevisíveis, como ataques cibernéticos, desastres naturais irreversíveis ou um novo cenário pandêmico.

“A economia brasileira, eu acho um ponto importante, tirando o tarifaço, está num processo muito tranquilo. a economia brasileira está muito previsível, e isso se espelha no mercado de seguros também. Tirando eventos extraordinários que ninguém pode prever, eu não vejo nada demais que possa mudar esse cenario”, finaliza.

Fonte: CQCS

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