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Reservas chegaram a R$ 102 bilhões

São Paulo, 9 de Fevereiro de 2007 – O presidente da Associação Nacional de Empresas de Previdência Aberta (Anapp) e diretor da Itaú Vida, Previdência e Capitalização, Osvaldo do Nascimento, encerra sua gestão na associação, absorvida pela nova Federação de Vida e Previdência (Fenaprev), oficialmente lançada ontem, com a sensação de dever cumprido. “Batemos a casa dos R$ 100 bilhões em 2006, avançamos na transparência do setor, na modernização do arcabouço regulatório, nas regras de blindagem, na agilidade da portabilidade e entregamos um estudo realista ao governo sobre a criação de um modelo de previdência para os novos participantes”, enumerou.
O executivo, à frente da Anapp há cinco anos, fica no cargo até a efetiva operacionalização da Fenaprev, que deverá acontecer ainda neste semestre. “Continuarei contribuindo com o setor de uma forma mais abrangente por meio da Confederação, que reunirá as quatro federações do setor”, disse Nascimento, que passou, no ano passado, a responder também por seguros e capitalização no grupo Itaú.
A carteira de investimentos – que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores – cresceu 25,32%, para R$ 102 bilhões, segundo dados divulgados ontem pela Anapp. A captação da previdência complementar aberta fechou 2006 em R$ 22,9 bilhões, crescimento de 17,69%, bem acima da evolução de 3,9% em 2005, quando o setor registrou R$ 19,4 bilhões, ano em que o resultado ficou abaixo das expectativas devido à demora da regulamentação das leis que alteraram a tributação dos planos de previdência, o que provocou um sentimento de cautela no investidor.
O bom desempenho de 2006 foi impulsionado pelas vendas de VGBL, que captou R$ 15,4 bilhões, com alta de 32,69% na comparação com 2005, passando a representar 67,41% do total de captação de 2006. O PGBL captou R$ 4,5 bilhões no ano, praticamente estável (0,18%) no comparativo com 2005, passando a representar 19,9% do total de captação. Os planos tradicionais tiveram queda de 10,45% na arrecadação, para R$ 2,878 bilhões, participando com 12,57% do total de arrecadações do setor.
As provisões do VGBL cresceram 45%, passando de R$ 28,6 bilhões para R$ 41,6 bilhões entre 2005 e 2006. O PGBL cresceu 29%, de R$ 21,4 bilhões para R$ 27,5 bilhões. Os planos tradicionais passaram de R$ 26,7 bilhões para R$ 26,9 bilhões, o que representou um crescimento de 1%.
Para Nascimento, 2006 representou a consolidação dos planos para menores de idade como a melhor alternativa para acumular poupança de longo prazo. Segundo dados da Anapp, essa modalidade de planos teve captação de R$ 1,1 bilhão em 2006, com crescimento de 39,23% na comparação com 2005, quando foram captados R$ 832 milhões. Os planos individuais tiveram crescimento de 20,13%, para R$ 18,2 bilhões em 2006. Os planos corporativos tiveram um avanço de 1,52% na captação de recursos, passando de R$ 3,4 bilhões para R$ 3,4 bilhões.

Fonte: CQCS

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