Economia

Prévia do PIB do BC aponta crescimento de 0,7% em novembro

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) na sexta-feira (16), mostrou expansão de 0,7% em novembro, na comparação com o mês anterior.

O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes.

Essa foi a primeira alta mensal do indicador em três meses, pois a última elevação do índice havia sido registrada em agosto (0,4%).

Na comparação com novembro de 2024, a chamada prévia do PIB do BC teve alta de 1,2% (sem ajuste sazonal).

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,3% na comparação com os 11 primeiros meses de 2024.

E, em 12 meses até novembro, a expansão foi de 1,2%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

Desaceleração esperada da atividade

A desaceleração da atividade econômica neste ano já era esperada tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa Selic está, atualmente, em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos.

A instituição tem sinalizado que os juros permanecerão neste patamar por um “período bastante prolongado” de tempo. Os analistas dos bancos esperam cortes somente em 2026.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 2,26% em 2025, contra 3,4% no ano passado.

O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]”.

No comunicado da última reunião do Copom, realizada em dezembro, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

Fonte: G1

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