Pessimismo tem queda, mas ninguém aposta em lucro maior
O mercado de seguros está menos pessimista. Pelo menos é o que indica pesquisa realizada pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), no final de novembro, sobre o grau de confiança de seguradores, corretores e resseguradores. O levantamento apurou que o Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) atingiu 69,7% no mês passado, cinco pontos percentuais acima do registrado em outubro. O mercado de seguros tradicionalmente apresenta resultados mais favoráveis no último bimestre do ano. Isso certamente ajuda a melhorar o humor dos executivos do setor, afirma o presidente da Fenacor, Armando Vergílio.
De acordo com a pesquisa, os mais otimistas são os seguradores. O índice de confiança dos executivos entrevistados (ICES) chegou a 71,6% em novembro, contra 65% em outubro.
No caso dos sócios de corretoras de seguros, o índice subiu de 66,2% para 68,3% entre os dois meses comparados. Já no que se refere aos resseguradores, o índice (ICER) passou de 63% para 69,1%.
Para Armando Vergilio, embora persista o cenário de instabilidade, o Governo obteve alguns avanços no ajuste fiscal, o que se reflete na pesquisa. Há um pouco menos de pessimismo porque houve algumas conquistas no Congresso Nacional, mesmo que ainda tímidas, como a redução do número de pautas-bombas, observa o presidente da Fenacor.
Ainda assim, alguns dados constatados demonstram que ainda é elevado o grau de preocupação do mercado com os rumos da economia. A pesquisa mostra, por exemplo, que nenhum segurador ou corretor entrevistado projetou um cenário melhor ou “muito melhor para os seus primeiros meses de 2016, em termos de rentabilidade do seu negócio.
Para 69% dos seguradores entrevistados, a expectativa é de, ao menos, manter a rentabilidade nos níveis atuais. Mas, entre os sócios de corretoras de seguros, 55% temem uma piora do quadro e outros 5% um cenário muito pior.
Praticamente a metade dos seguradores (47%) e outros 55% dos corretores de seguros já trabalham com a hipótese de queda do faturamento de janeiro a junho do próximo ano.
O pessimismo é ainda maior quando se trata do comportamento da economia brasileira nos próximos seis meses. Para 60% dos seguradores, o quadro ficará ainda pior, enquanto outros 16% temem, inclusive, um cenário muito pior. No caso dos corretores de seguros, esses percentuais chegaram a 60% e 5%, respectivamente.
Fonte: Fenacor
