Mercado de SegurosNotícias

Operadora assumirá cinco hospitais em Portugal

A Amil, controlada pela americana United Health, recebeu a informação de que venceu a licitação feita em Portugal e vai assumir cinco hospitais, vendidos pela Caixa Geral de Depósitos. A marca Amil será usada no mercado português.
O processo de venda ainda está sendo finalizado, mas os hospitais, diz Edson Bueno, presidente da Amil, são a porta de entrada no país. A Caixa precisou se desfazer de negócios não ligados a sua atividade-fim, para atender ao acordo de ajuste que Portugal assinou com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu e a União Europeia.
“Queremos mudar o sistema de plano de saúde privado de Portugal. Vencemos a licitação porque apresentamos o melhor projeto. Não era apenas o dinheiro que contava na concorrência. Portugal tem 10 milhões de habitantes e um sistema a ser implementado. Se conseguirmos 2 ou 3 milhões de clientes, já teremos 20%, 30% do mercado “, diz Bueno.
A americana United, controladora da Amil, vê a operadora brasileira como porta de entrada para a América Latina. Há planos de crescer nos países vizinhos, mas o foco agora é a integração entre as duas empresas. Estão sendo formados grupos de trabalho com executivos vindos dos Estados Unidos.
A United, “maior que a segunda, terceira e quarta (empresas de seguro saúde) somadas do mundo”, tem tudo para ganhar com a globalização, as economias de escala adquiridas pelo tamanho do grupo, diz Bueno. A United cresceu desenvolvendo softwares para a área médica, conta com 16 mil pessoas trabalhando em tecnologia da informação. Essa experiência passa a ser transferida para a Amil.
Bueno afirma que caso surjam oportunidades, a Amil pode partir para uma aquisição, paralelamente ao processo de integração à United, que deverá durar um ano, pelo menos. O empresário, que tornou-se o maior acionista individual da United, diz que a United quer investir mais no Brasil. “O Brasil responde por 50% dos negócios em saúde na América Latina. A melhor solução para o governo é deixar plano [de saúde] crescer. O modelo brasileiro é o melhor do que o de outros no mundo”, afirma.
“A United planeja crescer organicamente e com aquisições, mas eu acho que precisamos acertar as casa, unir as culturas e falar a mesma língua. Se depender de mim, uniria as forças para tornar a Amil ainda mais produtiva. Agora, quando surge oportunidade, não tem jeito. Só que agora, como compraram a gente, está todo mundo pensando em preços altos”, diz.
Amil terminou o primeiro semestre de 2012 com 5,9 milhões de clientes. A receita foi de R$ 5,2 bilhões, com crescimento de 17,9% em relação a igual período de 2011. O lucro ficou em R$ 169,1 milhões, 17,2% maior. (HM e APR)

Fonte: Valor

Falar agora
Olá 👋
Como podemos ajudá-la(o)?