Moradores hostilizam Cabral e Paes com cartazes após inundação no Rio
Moradores hostilizaram com cartazes o governador Sergio Cabral, em Campo Grande, na Zona Oeste, onde o rompimento de uma adutora da Cedae provocou a morte de uma criança e feriu outras 13 pessoas. O rompimento ocorreu por volta das 6h na altura do número 4.500 da Estrada do Mendanha.
Na tentativa de evitar o contato de moradores revoltosos com o governador, assessores levaram Cabral e Paes direto para a escola que serve de ponto de abrigo, onde os dois deram entrevista à imprensa. Na saída do colégio, a população pediu que Cabral e Paes abrissem os vidros da van, para que ouvissem as reclamações. No entanto, os dois não atenderam ao pedido.
O gari Caíque de Nascimento, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi até Campo Frande para prestar solidariedade aos moradores. Toda vez que eu ligo a TV só tem tragédia. Já tá na hora disso acabar. Achei que com a bênção do Papa isso iria melhorar, estamos cansados de tantas mortes, feridos e destruição, disse.
Casas e carros ficaram destruídos com a força da água, lançada em um jato que alcançou 20 metros, de acordo com Marcos Djalma, tenente do Corpo de Bombeiros. Ainda não há informação do que provocou o rompimento da adutora.
Cabral disse à imprensa que os moradores do entorno da adutora não ficarão desassisitdos. Nós estamos aqui para dar todo apoio, seja ele material, seja ele psicológico, para essas famílias que tiveram nesta manhã um momento de terror. A primeira providência é que todas elas hoje terão um teto para ficar. Já estão sendo levantados todos os hotéis da área, da região. Já estão reservados pela Cedae, portanto não vai ter nenhum tipo de acolhimento destas pessoas. Nenhuma delas vai precisar ficar na escola. Terão as hospedagens garantidas pelo tempo que for necessário, disse Cabral.
Muito abalado e chorando, Fernando dos Santos, pai da menina Isabela Severo dos Santos, de 3 anos, que morreu no alagamento provocado pelo rompimento de uma adutora no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, disse que ficou sabendo do ocorrido pela televisão.
“Eu vi o que tinha acontecido pela televisão. Quando eu e meu irmão fomos ver, soubemos que ela [Isabela] tinha ficado presa. Eles [bombeiros] tentaram reanimá-la o tempo todo, mas ela não aguentou. Minha filha ia fazer 4 anos no dia 17 de agosto. Ela era uma criança maravilhosa”, desabafou o auxiliar de farmácia, que acrescentou ainda que os vizinhos tentaram resgatar a menina:
Fonte: G1
