Metaverso pode ajudar na criação de novos seguros
Segundo dados da consultoria financeira Grayscale, em 2020, uma comunidade de 5 mil pessoas saltou para 50 mil em pouco mais de um ano.
Nesse universo, os usuários podem interagir uns com os outros no trabalho, na escola e na vida social. O objetivo é que saiam do papel de observadores da realidade e façam parte dele.
Em 2021, Mark Zuckerberg, fundador de uma das maiores organizações do mundo, o Facebook, anunciou que a rede social passaria a se chamar Meta. Essa nova realidade já está impactando diversos setores, inclusive o mercado de seguros.
De acordo com o estudo Metaverso: Além do Ciclo da Moda, realizado pela consultoria Capco, bancos e seguradoras devem começar a testar o Metaverso, que não pode mais ser ignorado.
A pesquisa aponta que na plataforma as empresas poderão tirar dúvidas de clientes sobre produtos e criar uma praça em que consumidores discutam opções de investimentos e produtos com assessores ou avatares baseados em Inteligência Artificial, conversando e ajudando na avaliação das opções disponíveis.
Segundo o Gartner Group, estudos apontam que o Metaverso se consolidará até 2026 como um ambiente de geração de negócios e 30% das organizações terão produtos e serviços preparados para essa nova realidade. Analisando o cenário atual e projetando para o futuro, o nível de imersão das pessoas tende a aumentar e o setor de seguros terá que se adaptar para essa nova forma de interação com seus consumidores, afirma Bruno Costa, superintendente de Relacionamento e Experiência do Cliente do Grupo MAG.
Focando no mercado de seguros, o executivo acredita que a ferramenta poderá ocasionar um aumento substancial de sinistros relacionados à realidade virtual, gerando uma maior demanda para as seguradoras, assim como a segurança de dados será expandida e o seguro de riscos cibernéticos ganhará impulso. Este novo universo dos metaseguros envolve proteção de dados pessoais e corporativos, proteção de identidade, propriedades digitais e reputação da marca. Além disso, já estão surgindo os primeiros seguros contra acidentes domésticos causados por tecnologia imersiva e se discute seguros para NFTs.
Costa ainda diz que isso irá gerar a criação de novos produtos e a conscientização para as pessoas protegerem seus bens digitais.
Fabio Dragone, diretor de Inovação, CRM e Digital do Grupo Bradesco Seguros, afirma que a empresa percebeu como pontos de atenção a necessidade de atualização tecnológica, a observação ainda mais cuidadosa em relação à privacidade e segurança de dados, assim como a capacidade do setor de proporcionar experiências fluidas e relevantes aos usuários em um ambiente virtualizado com o uso intensivo de analytics e UX. Do ponto de vista do relacionamento com clientes e a experiência do consumidor, o Metaverso, quando se tornar convencional e acessível a todos, poderá contribuir para melhores experiências do cliente a partir de trocas interativas e personalizadas e, assim, atrair mais pessoas.
Para Dragone, apesar de todo avanço tecnológico, manter a humanização dos processos é um grande diferencial, o que só é possível pelo trabalho desenvolvido pelos corretores. A grande capacidade de imersão que o Metaverso proporciona irá beneficiar corretores e centrais de relacionamento que buscam novas formas de se relacionar com segurados, beneficiários e parceiros. Já está mais que provado que esses profissionais são o que mantém o nosso mercado vivo, pois somente eles sabem reconhecer as verdadeiras necessidades dos clientes e oferecem o produto adequado para cada consumidor.
O estudo da Capco também apontou que além das novas possibilidades de interação e de um relacionamento mais próximo entre as instituições e os clientes, o Metaverso permitirá também a criação de produtos.
Costa reforça que a ferramenta será um fator exponencial na quantidade de dados gerados, transações e informações comportamentais de cada um. Sendo assim, poderemos criar modelos preditivos e ser mais assertivos, tornando possível personalizar cada vez mais apólices, preços e tendo um efeito imediato na experiência dos clientes na ponta e maximizando, em muito, a rentabilidade das seguradoras.
Fonte: NULL