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Mercado reduz para 7,54% a previsão de alta da inflação em 2022

O mercado financeiro reduziu de 7,67% para 7,54% a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. O índice mede a inflação oficial do país. A nova projeção consta do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central.

Os dados foram colhidos na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. É a terceira redução seguida na estimativa da inflação para 2022.

A queda coincide com a redução de impostos cobrados sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica, que têm peso importante na composição do IPCA, além de afetarem indiretamente o preço de diversos produtos. Inflação alta e a situação de crise social propicia venda de produtos que seriam descartados nos supermercados Inflação alta e a situação de crise social propicia venda de produtos que seriam descartados nos supermercados

A redução de impostos foi uma ofensiva do governo e do Congresso para tentar segurar os preços neste ano eleitoral — o que deve elevar a inflação de 2023.

Para o próximo ano, os economistas do mercado elevaram a estimativa de inflação de 5,09% para 5,20%, a 15ª alta consecutiva na previsão.

Economistas ouvidos pelo g1 já tinham alertado que medidas do governo federal e do Congresso Nacional para reduzir os preços ao consumidor até poderiam amenizar a inflação em 2022, mas deveriam pressionar o índice em 2023.

Estouro da meta

Caso confirmada a expectativa dos analistas do mercado, a inflação vai estourar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2022, o teto da meta é de 5%. Em 2023, 4,75%.

Em ambos os casos, as projeções do mercado estão acima do limite e longe do centro da meta, que era de 3,5% e 3,25%, respectivamente. Em 2021, o governo estourou o teto da meta de inflação. Quando isso acontece, o presidente do Banco Central é obrigado a divulgar carta pública explicando as razões.  

Fonte: NULL

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