HSBC lança fundo de renda fixa com seguro
Em meio aos resgates registrados pelos fundos de investimento, o banco HSBC decidiu reagir com o lançamento de um nova opção de aplicação de renda fixa. O HSBC Tripla Vantagem busca garantir estabilidade financeira e proteção em um único produto. Pioneiro no mercado, este é o primeiro fundo de investimento que oferece, além da rentabilidade, um seguro de acidentes pessoais, com coberturas de desemprego involuntário, morte e invalidez por acidente. “A intenção dessa iniciativa é oferecer ao cliente um produto que ofereça não apenas rentabilidade, mas soluções que agreguem valor ao investimento”, afirma Pedro Bastos, CEO da HSBC Global Asset Management.
O fundo será distribuído no segmento de varejo, com aplicação mínima de R$ 100 e taxa de administração de 3%. “O investidor não pagará nenhum valor a mais para ter os benefícios adicionais de seguro de vida e desemprego”, afirma Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros.
O objetivo, segundo Bastos, é oferecer uma rentabilidade próxima ou superior ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), com aplicação dos recursos em títulos públicos e em papéis privados de baixo risco de crédito, até o limite de 50% do patrimônio.
A cobertura do seguro desemprego está disponível para profissionais assalariados e autônomos, após período de carência de trinta dias a partir do aporte no fundo. O valor da cobertura dependerá do saldo médio no fundo, podendo variar de R$ 1,5 mil, para média de depósitos a partir de R$ 3 mil, a R$24 mil, para os investidores que mantiverem saldo médio igual ou superior a R$ 48 mil. “Com o ganho de escala, conseguimos ampliar o espectro de pessoas que serão protegidas, permitindo que os investidores possam contratar um seguro com um custo barato”, diz Moreira.
Bastos ressalta que o produto não foi estruturado focado no cenário de crise, mas que o momento potencializa a atratividade do investimento, uma vez que há uma preocupação maior com perda do emprego. Já a cobertura por morte e invalidez por acidente está disponível desde o primeiro dia da aplicação no fundo, e dependerá do saldo médio do investidor nos últimos dois meses. Se o depósito mantido no fundo for menor que R$ 3 mil, o valor da cobertura será de R$ 2.500, para valor igual ou superior a essa quantia, o valor da cobertura será de R$ 50 mil.
O executivo destaca que a implementação do conceito de gestão de recursos na estruturação dos produtos deve se tornar uma tendência na indústria de fundos, com o objetivo fidelizar o relacionamento com os clientes. Para ele, a oferta de soluções combinadas de investimento será fundamental para atrair os clientes para os fundos, que têm sofrido resgates de recursos com a competição com os Certificados de Depósito Bancário (CDB).
Os fundos multimercados são os que mais têm sentido os efeitos da crise, com a rentabilidade afetada pela queda do valor dos ativos em bolsa e migração dos recursos para produtos de perfil mais conservador, como fundos DI e de renda fixa. “A crise deixou claro que não adianta buscar rentabilidade no curto prazo, é preciso diversificar os investimentos, aplicando, por exemplo, em ativos no exterior, podendo combinar estratégias de arbitragem de moedas, e investimento em títulos de crédito privado lá fora”, destaca Bastos. Ele ressalta, no entanto, que a crise e o aumento da taxa de juros no mercado doméstico adiou o processo de investimento no exterior.
O segmento de varejo representa cerca de 21% a 22% do total de recursos administrados pelo HSBC. Segundo Bastos, apesar da crise, os fundos de ações destinados ao segmento apresentaram baixo volume de resgates, que acabaram mais concentrados nos multimercados. “O investidor que entrou nos fundos de ações entendia melhor o risco a que estava exposto, ao contrário dos investidores dos multimercados, que buscavam obter um retorno superior ao CDI”, diz.
Fonte: Gazeta Mercantil
