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Fundo rebaixa para 0,2% o crescimento brasileiro

O Brasil voltou a ser rebaixado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima agora o crescimento econômico neste ano em só 0,2%. A previsão é menor que a do Banco Mundial, da semana passada, e do Boletim Focus, do Banco Central. Ambos projetam alta do PIB de 0,5% em 2017 – o mesmo número que o FMI previa em outubro, mas que agora foi revisto.

A última vez que o país teve revisão para baixo foi em abril do ano passado. Antes disso, o FMI rebaixou a perspectiva do PIB do Brasil por quatro anos seguidos. Agora, voltou a fazê-lo na última edição do “Panorama da Economia Mundial” (WEO, na sigla em inglês).

A fraca atividade econômica no segundo semestre de 2016 foi uma das principais causas do rebaixamento. “No caso do Brasil, as razões são que, em 2016, no terceiro e no quarto trimestres, o crescimento foi mais fraco”, justificou Oya Celasun, chefe da Divisão de Estudos Econômicos Mundiais.

Outro ponto que pesou para a queda foi o fato de o país estar vindo de três anos de recessão, o que dificulta a retomada da atividade econômica. A avaliação do Fundo é que o Brasil está encontrando mais dificuldades do que o esperado para se recuperar da longa recessão.

A baixa da previsão do Brasil afetou a expectativa de recuperação da economia na América Latina. O FMI reduziu em 0,4 ponto a projeção de crescimento na região para este ano, passando de 1,6%, em outubro, para 1,2%. Para o Fundo, essa revisão reflete a tendência reduzida de recuperação no curto prazo na Argentina e no Brasil. Os dois países ficaram aquém das expectativas no segundo semestre de 2016. Na região, até o México, que vem sofrendo com ataques sucessivos do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e caiu 0,6 ponto na revisão atual do FMI ante outubro, está na frente do Brasil, com expectativa de crescer 1,7% neste ano.

O Brasil aparece ainda com a pior projeção entre os países emergentes, atrás da Rússia (1,1%) e da África do Sul (0,8%). De maneira geral, os emergentes contam com estimativa alta de crescimento: 4,5% para 2017. Segundo o FMI, os países enfrentam desafios estruturais e ciclos distintos e as economias da América Latina enfrentam condições financeiras mais apertadas e depreciação das moedas locais.

Fonte: Valor

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