Drama fiscal: para muitos estados, 2018 termina pior do que começou
Para boa parte dos estados, 2018 termina pior do que começou. O drama fiscal está mais profundo e as portas de saída se estreitaram.
Do ponto de vista estrutural e de gestão, os problemas e as preocupações não só ganharam volume como seguem sendo represados.
Desde previdência até a garantia de estabilidade dos serviços básicos, tudo está na agenda de prioridades.
Olhando para o curto prazo, a passagem de um ano para outro com uma transição de governo no meio é sempre determinante para o sucesso (ou não!) de (re)negociações sensíveis.
Não por outro motivo governadores eleitos e reeleitos procuram estabelecer pontes com Jair Bolsonaro e sua equipe.
E como a cabeça e os pés de todos já estão em 2019, as primeiras semanas do Ano Novo não serão reservadas a pactos, mas sim a ações.
As despesas com a folha de servidores públicos ativos e inativos crescem a um ritmo que os tesouros estaduais não conseguem mais acompanhar nem projetar cenários de equilíbrio.
Metade das unidades da Federação enfrenta dificuldades para respeitar o limite de comprometimento de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O ajuste que os estados precisam fazer segue o receituário padrão: aumento da contribuição previdenciária do servidor, privatizações e nada de concursos ou reajustes salariais.
Fonte: FSB inteligência
