Derrubar vetos dos royalties pode não ser fácil
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, disse hoje (5) que não espera uma votação tranquila do veto dos royalties do petróleo na sessão do Congresso Nacional, marcada para a noite desta terça-feira. Para ele, a exigência de quórum qualificado para a análise de um veto presidencial metade mais um em cada Casa Legislativa- e o fato da votação ser secreta tornam a derrubada mais difícil.
importantes da mídia, de governadores que entraram mais pesado e do próprio governo [federal]. Tudo leva a crer que nós vamos conseguir derrubar, mas não estou tão otimista, admitiu Ziulkoski.
Segundo o presidente da confederação, caso o veto seja derrubado, quase R$ 4 bilhões serão divididos entre todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Apesar do interesse da maior parte das unidades federativas na derrubada do veto, não foi organizada nenhuma grande manifestação de municípios não produtores para o horário da votação.
Para pressionar o Congresso Nacional, a estratégia usada é outra. Além de encontros pessoais com os parlamentares, os prefeitos também estão telefonando e enviando mensagens. Nosso trabalho é esse que estamos fazendo desde sexta-feira. Cada prefeito em contato com seu deputado federal e seu senador. Isso foi o que mudou a ultima votação me plenário, disse.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), não comentou a ameaça de obstrução de parlamentares do Rio de janeiro e do Espírito Santo maiores interessados na manutenção dos vetos – que pode inviabilizar a sessão. Renan disse que umas de suas preocupações até o horário da votação será convencer os líderes dos partidos de que um número maior de parlamentares possa discursar durante a sessão.
Fonte: G1
