Danos elétricos e temporais: veja quando acionar a concessionária ou o seguro
As tempestades de verão, marcadas por chuvas intensas, ventos fortes e oscilações no fornecimento de energia, elevam os prejuízos em residências e veículos em todo o país.
Diante desse cenário, especialista da Alper Seguros alerta que muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre quando recorrer à concessionária de energia e quando acionar o seguro residencial ou automotivo para garantir indenização mais rápida e eficaz.
As normas da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, preveem o ressarcimento por danos elétricos causados por falhas na rede de distribuição. No entanto, esse caminho costuma envolver processos burocráticos, exigência de laudos técnicos específicos e apresentação de notas fiscais. No mercado de seguros, por outro lado, a atuação é focada na consultoria especializada e na agilidade do atendimento ao segurado.
Seguro residencial ou concessionária de energia: diferenças no prazo de indenização
Enquanto o ressarcimento junto às concessionárias segue regras administrativas e prazos públicos, o seguro residencial opera com base em condições contratuais previamente estabelecidas, o que tende a acelerar o processo de indenização.
“A atividade securitária não tem relação direta com as normas aplicadas pela concessionária. São frentes diferentes de tratativa que o consumidor pode acionar. No caso do seguro, os documentos são aqueles dispostos por cada seguradora e o corretor atua como um facilitador”, explica Paulo Davidoff, Diretor de Operações Massificados e Personal Lines da Alper Seguros. “Usualmente, o pagamento das indenizações ocorre em prazos inferiores a 15 dias após a documentação completa.”
Nem todo dano causado por chuva ou temporal está automaticamente coberto pelo seguro residencial. Prejuízos decorrentes de vendavais, quedas de árvores e impactos na estrutura do imóvel dependem da contratação de coberturas adicionais previstas na apólice.
Outro ponto importante é a origem do dano. “O usual é que a árvore que causar o dano tenha de estar dentro do terreno do imóvel coberto. Casos de árvores externas, dependendo da apólice, podem não ter cobertura”, alerta Davidoff.
Quando o dano envolve veículos atingidos por árvores em vias públicas, o seguro automóvel normalmente indeniza o segurado de forma imediata. A seguradora avalia posteriormente, sem envolver o cliente, se haverá pedido de ressarcimento junto ao poder público.
Enchentes e alagamentos: cuidado com o agravamento de risco
No seguro automóvel, o verão também aumenta a ocorrência de sinistros relacionados a enchentes e alagamentos. Nesses casos, a conduta do motorista é decisiva para a garantia da indenização.
“Qualquer atitude que amplifique o risco pode gerar a negativa de indenização. A orientação técnica é a prudência: desviar do local alagado ou aguardar as águas baixarem sem avançar com o veículo”, recomenda o diretor da Alper Seguros.
A tentativa de atravessar áreas alagadas, especialmente quando ocorre a aspiração de água pelo motor, pode ser caracterizada como agravamento de risco.
Para garantir um processo mais ágil após eventos climáticos, especialistas da Alper Seguros recomendam alguns cuidados básicos:
Priorizar a segurança das pessoas antes de qualquer providência material.
Preservar os bens danificados e evitar reparos antes da vistoria, registrando fotos e vídeos sempre que possível.
Acionar imediatamente o corretor de seguros ou a seguradora para seguir os procedimentos previstos na apólice.
Em situações de blecaute prolongado, a perda de alimentos ou medicamentos armazenados em geladeiras normalmente não é coberta pelo seguro residencial. Nesses casos, a responsabilidade é atribuída à concessionária de energia, não gerando obrigação securitária direta sobre esses itens.
Apesar da percepção de alto custo, um seguro residencial completo, com cobertura para danos elétricos, vendavais e assistências como limpeza de calhas e substituição de telhas, costuma representar menos de 0,15% do valor do imóvel ao ano.
Com a intensificação dos eventos climáticos, a Alper Seguros avalia que o seguro residencial e automotivo se consolidam como instrumentos essenciais para proteger o patrimônio e reduzir impactos financeiros após tempestades e falhas no fornecimento de energia.
Fonte: CQCS
