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Confiança econômica na América Latina recua, apontam FGV e Ifo

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo instituto alemão Ifo, recuou de 6 pontos em julho para 5,8 pontos em outubro. O resultado, de acordo com as entidades, reflete a queda nas expectativas para os próximos meses.
O Índice de Expectativas (IE), um dos componentes do ICE, baixou de 6,2 pontos para 5,8 pontos no período, em sua terceira queda consecutiva. Já o Índice Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 5,8 pontos. A FGV e o Ifo ressaltam, porém, que “com ISA e IE superiores aos respectivos níveis médios dos últimos dez anos, o relógio do ciclo econômico continua sinalizando que a região encontra-se na fase de boom”.
O ICE de Brasil, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai recuou entre julho e outubro. Com exceção do Paraguai, que registrou uma melhora na situação atual, os demais países da região observaram queda tanto no ISA quanto no IE. “Mesmo com esses resultados, Brasil, Colômbia, Peru e Uruguai se mantém na fase de boom. Já México e Paraguai saíram da fase de boom e entraram na fase de piora”, afirmam as entidades.
Na Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Venezuela, o ICE subiu. Destes países, entretanto, apenas o Chile encontra-se na fase de boom.
Confiança mundialDe julho a outubro, o ICE mundial caiu de 5,7 para 5,5 pontos. Houve uma pequena melhora na avaliação da situação atual, com o ISA passando de 5 para 5,1 pontos, mas as expectativas para os próximos meses pioraram. Desde janeiro, o IE vem gradualmente sendo reduzido, baixando de 7,4 pontos para 5,8 pontos em outubro.
A FGV e o Ifo lembram que “a pesquisa foi realizada antes do acirramento das tensões decorrentes da “guerra cambial”. As dificuldades para a realização de compromissos na reunião de novembro do G-20 poderá tornar o cenário mundial mais nebuloso”.

Fonte: Valor

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