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Chilenos dão tratamento de heróis para mineradores

Os 33 mineradores resgatados após 70 dias presos a 700 metros de profundidade foram homenageados nesta segunda-feira pelo Governo do Chile e saudados, em seguida, como heróis por centenas de cidadãos no centro da capital.
Ao fim de uma cerimônia realizada no Palácio La Moneda, onde receberam condecoração e a promessa de um novo tratamento para os trabalhadores da mineração pelo presidente Sebastián Piñera, os 33 foram até a Plaza de la Constituición, onde deram autógrafos, receberam abraços e pousaram junto à cápsula que foi usada para retirá-los da mina San José.
Desde a operação de resgate realizada entre os dias 12 e 13 de outubro, esta foi a primeira vez que os mineradores se reúnem com o presidente Piñera e os ministros e outros funcionários que participaram ativamente da operação de resgate.
Eles conheceram ainda os profissionais que desde a derrubada em 5 de agosto que os deixou presos na mina dirigiram e participaram dos trabalhos que culminaram com o resgate, liderados por André Sougarret, da Corporação do Cobre (Codelco).
Reencontraram-se com os seis socorristas que desceram para apoiar na evacuação a partir do interior da galeria, local que durante os 70 dias transformou-se na casa deles.
Após chegarem ao La Moneda, acompanhados de mulheres, filhos e outros familiares, os 33 se reuniram por pouco mais de meia hora com o presidente Piñera em particular, para depois receber a homenagem no Patio de Los Cânones da sede governamental.
O líder, a primeira-dama Cecilia Morel e os ministros do Interior, Rodrigo Hinzpeter; da Mineração, Laurence Golborne, e da Saúde, Jaime Mañalich, se alternaram para entregar aos mineradores, respeitando a ordem como ocorreu o resgate, a medalha “Bicentenário”.
Como cenário de fundo para a cerimônia foi instalada uma réplica da cápsula “Fénix 2” e uma das bandeiras que durante os 70 dias em que durou a clausura estiveram no altar no palácio, 32 delas chilenas e uma boliviana, por causa do minerador desse país, Carlos Mamani.
Na sua entrada no La Moneda, à qual o extrovertido Mario Sepúlveda, chegou vestido com um “huaso”, o típico poncho chileno, os mineradores e seus acompanhantes manifestaram seus sentimentos de emoção e agradecimento.
“Agradeço ao Chile e a todo o povo que oraram por nós. Estamos totalmente agradecidos por todos os que lutaram por nós. Foi algo que não imaginávamos, mas graças a Deus estamos livres e a mineração ficou em um lugar muito alto”, disse Luis Urzúa, o chefe de turno e líder do grupo.
Pedro Gallo, que confeccionou o sistema de comunicação para falar com os mineradores durante a clausura, manifestou seu desejo de que a cápsula percorra o país e volte a Copiapó, a cidade mais próxima à mina San José, enquanto o minerador e ex-jogador Franklin Lobos destacou o “apoio das pessoas, não só as chilenas, mas também as estrangeiras”.
“Sinto grande emoção de ver o trabalho que conseguimos. Que todo o país reconheça o trabalho associado”, disse André Sougarret, o chefe técnico do resgate.
Sebastián Piñera, em seu discurso, prometeu um novo tratamento aos trabalhadores da mineração: “vamos anunciar um novo tratamento em matéria laboral (…), de nós depende decidir em que país queremos viver, desenvolver nossas vidas e a partir país o que queremos para nossos filhos”, disse.
Afirmou que o dia em que saíram os 33 da mina San José “foi um triunfo da esperança sobre a morte”.
“Nesse dia o Chile expressou melhor do que com um milhão de palavras esse princípio: nunca mais nenhum chileno ficará preso”, ressaltou.
O líder rememorou os principais dias do drama de 70 dias até o resgate, que classificou como “uma verdadeira proeza”, e agradeceu depois a todos os que participaram da tarefa.
Agradeceu aos familiares dos mineradores e brincou com as mulheres dos trabalhadores: “eu dizia a minha mulher que se ela gostasse de mim a metade do que as senhoras gostam dos seus maridos eu me sentiria o homem mais feliz do mundo”.
O dia acabou no Estádio Nacional de Santiago com um informal jogo de futebol entre os mineradores e os funcionários do Governo, incluindo o presidente Piñera, como atacante.

Fonte: Terra

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