A SulAmérica estuda lançar ADRs
Se por um lado, companhias estrangeiras “aterrizam” na BM&FBovespa, por outro empresas brasileiras estudam listar recibo de ações (ADRs, American Depositary Receipts) em Nova York.
É o caso da SulAmérica, que completou ontem três anos que listou ações na bolsa brasileira (IPO, na sigla em inglês). O programa faria parte de um conjunto de iniciativas que visam elevar a liquidez dos papéis na BM&FBovespa.
“Sabemos exatamente o que ganharíamos ou perderíamos ao listar ADRs – Nível 1 ou 2 – em Nova York. Estamos estudando o projeto com muito interesse, mas não há nada definido”, afirma Arthur Farme dAmoed Neto, vice-presidente corporativo e de relações com investidores (RI) da SulAmérica. “Os ADRs Nível 1 [negociados no mercado de balcão, chamado OTC] não são garantia de aumento da liquidez”, completa.
Além do aumento da exposição no exterior, a SulAmérica quer ampliar a base de acionistas e elevar o número de corretoras (sell side) que fazem a análise do papel. “Quando abrimos capital, apenas duas corretoras acompanhavam as ações. Hoje são oito e até o final do ano mais duas corretoras devem anunciar o início da cobertura”, diz dAmoed Neto.
Base acionária
A seguradora também quer elevar o número de investidores individuais em sua base acionária. “A pessoa física não tem a mesma capacidade de gerar liquidez à ação como o estrangeiro. Ainda assim, acreditamos que o investidor individual tem tudo para gostar de um ativo como o da SulAmérica”, ressalta o diretor de RI da seguradora.
De acordo com o executivo, 95% das ações distribuídas no IPO ficaram com investidores estrangeiros. “No ápice da crise financeira mundial, observamos uma troca da base acionária: 65% das ações estavam nas mãos de investidores locais. Hoje, os mesmos 65% estão nas mãos de estrangeiros”, completa dAmoed Neto.
Fonte: Brasil Econômico
