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Fala de Obama pressiona dólar: alta de 1,15%

O alerta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que os tempos difíceis ainda não acabaram, ajudou a espalhar nervosismo aos mercados mundiais. As principais bolsas de valores de Wall Street operaram no vermelho ontem, enquanto a maior aversão ao risco puxou o dólar para cima. No Brasil, a moeda norte-americana encerrou em alta de 1,15%, vendida a R$ 2,195. A taxa Ptax (média oficial do dólar, calculada pelo Banco Central) fechou a R$ 2,186 na compra e a R$ 2,187 na venda, variação positiva de 0,82% frente ao encerramento do dia anterior (R$ 2,1699).
Além das palavras de Obama, afirmando que haverá mais cortes de pessoal e execuções de hipotecas antes da recessão terminar, o dia reservou uma bateria de indicadores negativos, alimentando as preocupações com o futuro da economia norte-americana.
Segundo analistas, o que mais pesou foi a surpreendente contração de 1,1% em março nas vendas do setor varejista, enquanto era esperado expansão de 0,3%. Somado a isso, a inflação ao produtor (PPI) registrou a maior queda do ano, de 1,2% na passagem de fevereiro para março. Os números contrastam com as declarações do presidente do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, que afirmou nesta terça-feira que existem sinais de suavização da prolongada recessão nos Estados Unidos.
Juros futuros
Expectativa de queda da Selic manteve curva declinada os prêmios dos contratos de juros futuros. O DI de janeiro de 2010 apontou taxa anual de 9,69%, ante 9,71% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 projetou juro de 10,89%, contra 11,14% do último ajuste.
Para a equipe econômica da SulAmérica Investimentos, o Copom deve baixar a taxa Selic em 1 ponto percentual na reunião deste mês. Isso porque, o BC indicou na ata da última reunião e no relatório trimestral de inflação que iria reduzir o ritmo de relaxamento monetário. “Um resultado bom do comércio para fevereiro deve reforçar essa ideia e aumentar a cautela do BC com relação ao afrouxamento monetário. Contudo, a deterioração do mercado de trabalho, a confiança baixa do consumidor e o mercado de crédito ainda restrito indicam que as vendas não devem manter esse ritmo nos próximos meses”, ressalta a gestora de recursos da seguradora brasileira.

Fonte: Gazeta Mercantil

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