Proteção para as pequenas e médias empresas em tempos de crise
Os chamados Bric também estão sendo contagiados pelo boom da crise. A queda de preços das matérias-primas, restrições ao crédito e a valorização do dólar, a desaceleração do investimento estrangeiro, afetam essas economias. No entanto, a América Latina, que historicamente é gravemente afetada por qualquer turbulência econômica internacional, dessa vez passa por esse período como uma das economias pouco atingidas pela má influência da crise.
E é, efetivamente, em ocasiões turbulentas como essas que também surgem grandes oportunidades. A América do Sul, especialmente o Brasil, tem diante de si chance de continuar crescendo neste ano. O amplo desenvolvimento econômico da região nos últimos cinco anos, motivado principalmente por sólidas políticas macroeconômicas, aliado ao alto preço das matérias-primas, tem impulsionado um intenso crescimento, que sem dúvida lhe servirá como “amortecedor” aos efeitos da crise.
Mas diante de uma situação de crise, como pequenas e médias empresas podem se proteger do risco de inadimplência, nas transações de vendas a crédito que realizam com clientes situados no Brasil e em outros países?
São vários os instrumentos que uma empresa dispõe para se proteger do risco de não pagamento: carta de crédito, venda à vista, e assegurar suas vendas por meio do seguro de crédito. Num contexto de crise, o acesso às primeiras opções fica muito restrito, pois são poucas as empresas que dispõem de recursos suficientes para comprar à vista e o custo de uma carta de crédito é muito elevado, praticamente inacessível para as que querem utilizá-lo.
O seguro de crédito se torna uma proteção para as organizações, por meio de seus três pilares fundamentais: prevenção e monitoramento de riscos, indenização e gestão de cobrança. Com o monitoramento de riscos, as empresas minimizam as chances de calote. A adoção de medidas preventivas, como a correta gestão de contas a receber, a agilidade na cobrança são algumas das respostas rápidas que podem ser dadas quando surgirem problemas.
No caso de inadimplência em vendas a crédito, o seguro permite à empresa uma indenização de até 90% do valor do limite de risco outorgado pela seguradora. Isto significa que o fluxo de caixa não será afetado diante de falta de pagamento.
Quando a inadimplência ocorre com um cliente devedor no exterior, é importante agir de maneira rápida e eficaz, com gestões precisas para recuperar a dívida. A seguradora permite que a empresa economize custos significativos com a contratação de advogados, já que a seguradora de crédito realiza todas as gestões encaminhadas para recuperar a dívida pendente, em qualquer parte do mundo.
Vender com segurança e com conhecimento das empresas para as quais se vende a crédito, indenização em caso de calote do cliente, que permita manter o fluxo de caixa da empresa segurada e a gestão de cobrança da dívida. Estes são os benefícios que o seguro de crédito oferece as empresas que o contratam. Seguro de crédito em épocas de crise se torna verdadeiramente imprescindível.
Fonte: Gazeta Mercantil
