Turbulências da economia não afastam mercado de seguros de expansão forte
O superintendente da Susep, Armando Vergílio, afirmou ontem que o mercado de seguros vai manter a trajetória de forte expansão, apesar de algumas turbulências pontuais na economia, representadas pela alta da inflação e dos juros básicos.
Ao apresentar palestra a convite da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, ele disse que um conjunto de fatores, como fundamentos da economia sólidos, o grau de investimento dado por duas agências de rating ao País e a execução das obras do PAC, por exemplo, estabelece um cenário benigno para a atividade de seguros.
Também a ampliação da oferta de crédito, que saltou de 20% do PIB na estréia do governo Lula, em 2003, para os atuais 40% do PIB, puxa a demanda por uma série de seguros ligados a bens de consumo. Para o setor de seguros, o grande aumento na oferta de crédito, mesmo em um quadro de juros mais altos, cria um cenário bastante interessante, assinalou ele.
Repetindo que o mercado segue a reboque da economia, Armando Vergílio manteve a previsão de que o mercado consolidado de seguros, previdência e capitalização vai dobrar de tamanho no prazo de quatro a cinco anos. No ano passado, sua expansão foi de 17% e, para 2008, a expectativa é de que o crescimento repita a taxa de 2007 ou a supere ligeiramente, visto que a inflação e os juros mais elevados podem afetar o potencial de crescimento anual, admite.
Para ele, o mercado terá condições de ampliar outros 20% em 2009, meta que será o passaporte para, em 2011, o setor atingir a emblemática marca de sua receita representar 6% do PIB.
Fonte: Fenaseg
