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Itaú e Aon vencem concorrência para renovar apólice da Petrobras

A seguradora Itaú e a corretora Aon acabam de vencer a concorrência da Petrobras para renovar o seu milionário programa de seguros, que envolve plataformas, refinarias, transporte e responsabilidade civil. O contrato tem de ser renovado até junho e as expectativas apontam para redução no preço pago no contrato anterior, até então liderado pela Unibanco AIG nos últimos dois anos, quando a petrolífera desembolsou cerca de US$ 35 milhões para garantir riscos próximos a US$ 40 bilhões.
A Aon e Itaú venceram a concorrência apostando em uma redução de taxas de até 50%. Se a dupla não conseguir a façanha no mercado internacional, que assume mais de 90% do risco da petrolífera, o contrato passará para a segunda dupla colocada, a corretora JLT e a SulAmérica. Os valores em risco da renovação deverão ser bem maiores do que a ultima apólice em razão do aumento de plataformas registradas de 2006 até hoje.
“O cenário internacional está a nosso favor e temos sido considerados pelos executivos do setor um boliente pelos investimentos constantes em gerenciamento de risco”, diz Luiz Octavio Mello, gerente de seguros da área de planejamento financeiro e gestão de riscos da Petrobras, que participa da 10 Conferencia Latino Americana de Seguros de Energia, promovida pela Aon, em Buenos Aires, Argentina.
Além deste contrato que garante os ativos da Petrobras passíveis de seguro, o grupo está contratando seguro para garantir os investimentos de US$ 120 bilhões até 2012. “Esse valor deverá crescer bastante até o final do ano”, diz Jorge José Nahas Neto, gerente executivo de planejamento financeiro e gestão de risco da Petrobras. “Ter um programa de seguro negociado facilita muito o dia a dia de uma empresa com tantos investimentos”, explica.
Para colocar este programa, que necessita de mais de US$ 1 bilhão de capacidade para os riscos de plataformas e de US$ 500 milhões para os riscos de refinarias e petroquímicas, o IRB Brasil Re é o ressegurador e contratou a corretora de resseguros JLT, vencedora do processo licitatório, para fazer a colocação no mercado internacional.
A Petrobras faz seguro apenas quando há perda potencial significativa ou exigências legais em contratos. “Fora isso, fazemos gerenciamento dos riscos e toda uma engenharia financeira para proteger a companhia, além do auto seguro, que seria a nossa franquia da apólice de seguro, de US$ 20 milhões”, disse Nahas.
Além da franquia, a Petrobras assume alguns riscos onde a chance de ocorrência é remota, como explosão de poço. “No Brasil conhecemos bem a geologia do solo e por isso este risco é controlado. Já em operações internacionais optamos pelo seguro por não dominar as características do solo”.
O uso de derivativos é apenas para situações pontuais, como para proteger o lucro de uma compra ou venda de operações de petróleo ou derivados off shore ou em caso de aquisições.
O risco político da operação está calculado no custo de capital da companhia em cada uma das regiões onde atua. Trata-se de um seguro raramente ofertado no mercado de seguro. Quando encontrado, os valores de indenizações são limitados e o preço alto. E mesmo assim, quando uma companhia compra é tratado como segredo de estado por poder ofender o governo do pais onde tem operações. No caso da Bolívia, por exemplo, Nahas diz que o risco estava embutido no preço. “Não tivemos perdas. Pelo contrario. Lucramos com a venda dos ativos, considerando-se o valor que investimos e os dividendos que recebemos”, afirma. Bolívia e Equador representam apenas 3% do capital da Petrobras, e a Argentina, onde há risco de rentabilidade, 4%.

Fonte: Gazeta Mercantil

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