Aportes na previdência privada caem 8,7% em sete meses
Relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi revela que a captação bruta em planos de previdência privada aberta apresentou retração de 8,7% no acumulado de janeiro a julho de 2026, somando R$ 91,8 bilhões. Isso representa a diminuição de R$ 8,7 bilhões nos aportes, em relação ao mesmo período de 2025.
Ainda neste intervalo, os resgates caíram 5%, o que representa uma saída de R$ 84,4 bilhões. Assim, a captação líquida – resultado dos aportes menos as retiradas – foi de R$ 7,3 bilhões, ficando 36,8% abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2025.
Os ativos administrados em planos de previdência privada aberta atingiram R$ 1,9 trilhão – o equivalente a, aproximadamente, 14% do PIB do Brasil. Esse montante apresentou alta de 13% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior.
Maioria escolhe o VGBL
Ao distribuir os prêmios e contribuições por plano de previdência privada, percebe-se que R$ 82,5 bilhões foram aportados em planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou o equivalente a 90% do total. Outros R$ 7,6 bilhões foram para planos do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou 8,3% do montante; enquanto 1,8% da arrecadação foi destinada para planos Tradicionais (que resultam da soma dos planos ‘Tradicionais de Risco, Acumulação e FAPI’).
Dos 13,7 milhões de planos no país (até o fim de julho) cerca de 8,6 milhões eram do tipo VGBL, que lideram na preferência entre os participantes (63,1% do total). Outros 3,2 milhões eram de PGBL (23,2%) e os demais 13,7% se referem aos planos Tradicionais.
São 11,2 milhões de pessoas no Brasil que trabalham para construir uma poupança de longo prazo. Desses, 8,9 milhões ou 80% deles são produtos contratados na modalidade individual.
Fonte: FenaPrevi
