Tecnologia e educação ampliam a cultura do seguro
A ampliação da cultura de proteção entre os brasileiros passa, cada vez mais, pelo uso inteligente da tecnologia e por estratégias de comunicação mais eficazes com a sociedade. Essa foi uma das mensagens centrais levadas pelo presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Ney Ferraz Dias, durante o ENCONSEG 2026 (Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro), promovido pelo Sincor-RJ.
Ao participar do painel “O Mercado de Seguros: Os Desafios da Intermediação e a Experiência do Consumidor”, ao lado de Ricardo Garrido, presidente do Sincor-RJ; Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da CNseg; Beatriz Herranz, diretora executiva da Fenaprevi; e Armando Vergilio, presidente da Fenacor, Ney destacou que o mercado segurador precisa aproveitar de forma massiva as ferramentas tecnológicas hoje disponíveis para se comunicar melhor com os públicos dos diferentes produtos de seguro e, sobretudo, contribuir para a formação da consciência do risco.
“Precisamos usar de forma massiva as ferramentas tecnológicas que já temos à disposição para nos comunicar melhor com os públicos dos diferentes produtos de seguro e ajudar a formar, entre os brasileiros, uma maior consciência sobre os riscos a que estão expostos. Quando essa consciência existe, as pessoas entendem por que precisam daquela proteção e por que ela deve fazer parte de sua vida de forma contínua”, afirmou Ney Ferraz Dias.
Durante o debate, o presidente da FenSeg também abordou o tema dos seguros obrigatórios e informou que a entidade está contratando uma consultoria para apresentar sugestões à Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre modelos que permitam a implementação desses produtos com fiscalização adequada e segurança para o consumidor.
Atualmente, o Brasil já conta com alguns seguros obrigatórios vinculados a atividades específicas, voltados à proteção de pessoas, patrimônios e operações logísticas. É o caso do seguro DPEM, destinado a embarcações e voltado à cobertura de danos pessoais causados por acidentes; do seguro RETA, obrigatório para aeronaves, que cobre danos a passageiros e terceiros; do seguro patrimonial empresarial com cobertura básica contra incêndio, exigido em determinadas situações; e dos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas, como o Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), para danos à carga em decorrência de acidentes, e o Responsabilidade Civil de Desaparecimento de Carga (RC-DC), voltado a situações como roubo e furto qualificado.
Segundo Ney, um dos principais desafios nesse processo será garantir que esses seguros sejam percebidos pela população como instrumentos legítimos de proteção financeira, e não como um custo adicional imposto ao cidadão.
“O desafio é construir uma jornada satisfatória para o consumidor, mostrando com clareza o valor da proteção e evitando que esses produtos sejam percebidos apenas como mais uma cobrança, quando seu propósito é justamente ampliar a proteção da sociedade”, acrescentou.
O ENCONSEG reuniu corretores, seguradoras e lideranças do setor para debater temas como experiência do consumidor, inovação, transformação tecnológica, intermediação e oportunidades para o desenvolvimento do mercado segurador.
Fonte: FenSeg
