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Mortalidade de mães pretas é duas vezes maior do que de brancas

A mortalidade de mães pretas é duas vezes maior do que a de brancas no Brasil, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Para cada 100 mil nascidos vivos, 100 mães pretas morreram, enquanto entre as brancas o índice foi de 46,56. A meta da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030 é de 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.

Os números são de um estudo da Fiocruz, em parceria com o Ministério da Saúde, lançado nesta quinta-feira (23). A morte é considerada materna quando acontece até 42 dias após o término da gravidez e por causa atribuída à gestação, parto ou puerpério.

O levantamento “Pesquisa Nascer no Brasil II: Inquérito Nacional sobre Aborto, Parto e Nascimento” foi feito com base nos dados dos sistemas de controle do SUS sobre internação de mulheres em casos de parto ou aborto, em hospitais públicos ou mistos, e mostram que: A incidência de morte de mulheres pretas no parto foi de 100,38, enquanto a de mães brancas foi de 46,56.

O índice no caso das pardas foi de 50,36 para cada 100 mil.

Também nesta quinta, o Ministério da Saúde lança a campanha “Racismo faz mal à saúde”, que será veiculada em redes sociais com material de conscientização sobre o impacto do social do racismo na saúde. Diante dos números, o Ministério da Saúde anunciou a reabertura do Comitê Nacional de Prevenção à Mortalidade Materno Infantil.

O governo informou que uma das prioridades na área da saúde será a ampliação da oferta de centros de parto natural e maternidades, incluídos no Novo PAC (Programa de Aceleração Econômica).

Durante a pandemia da Covid-19, os índices de morte maternas dispararam diante da maior vulnerabilidade de gestantes diante do vírus. Em 2021, o índice ficou em 194,8 no caso de mulheres pretas, 121 em mulheres brancas e 100 para pardas.  

Fonte: NULL

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