Banco Central indica recuo de 0,04% na economia em janeiro
O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou pequena queda, de 0,04%, em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, informou a instituição nesta segunda-feira (17). O resultado foi calculado após ajuste sazonal, um tipo de “compensação” para comparar períodos diferentes.
O resultado mostra estabilidade no indicador no começo de 2023. Na comparação com janeiro do ano passado, informou o Banco Central, o indicador do nível de atividade registrou crescimento de 3,03%. Em doze meses até janeiro, o IBC-Br apresentou crescimento de 3%. Nesse caso, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.
O IBC-Br do BC é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE.
Nível de atividade
Em 2022, a economia cresceu 2,9%, o que representa desaceleração em relação à expansão de 5% registrada no ano anterior.
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avaliou que a “desaceleração acentuada” do ritmo de crescimento em 2022 repercute, sobretudo, a “reduzida liquidez no ambiente externo” e o “ciclo contracionista da política monetária”, ou seja, o processo de alta dos juros. Para este ano, o mercado financeiro estima uma alta de 0,90% para o PIB.
Já para 2024, a expectativa é de um crescimento menor, de 1,4%. Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Nem sempre, entretanto, a alta do PIB equivale a bem-estar social.
PIB x IBC-Br
O cálculo do PIB, divulgado pelo IBGE, e do IBC-Br é um pouco diferente o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.
Em março, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, o maior nível em mais de seis anos, para tentar conter a alta de preços.
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