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Copom reduzirá as taxas básicas de Juros para menos de 10%

Com a política em Brasília no banho-maria devido ao recesso parlamentar, a semana será de celebração para a economia brasileira. E o motivo é que, na quarta-feira, certamente o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá as taxas básicas de Juros para menos de 10%. Continuaremos com o desonroso título de campeões mundiais das taxas de Juros, mas, pelo menos, estamos em trajetória de queda, com vários analistas financeiros prevendo que até o fim do ano o Banco Central reduzirá o pesadelo para o patamar de 8%.

Os investidores não serão penalizados porque o ganho real das aplicações financeiras continuará acima de 4% nos próximos 12 meses. Se a Coreia do Norte não disparar um míssil contra o Japão ou ocorrer alguma outra maluquice como essa, o cenário internacional tende a favorecer a economia brasileira, com o Câmbio flutuando pouco e os preços do que o país exporta e importa sem grandes oscilações. Internamente, mesmo com o recente aumento dos combustíveis, há um nítido processo de deflação, que abrange não apenas mercadorias, mas também os serviços. Houve um encarecimento exagerado nos serviços anos atrás, devido à política irrealista de se estimular o consumo por excesso de endividamento público e privado.

A “bolha” estourou, mas o ajuste nos preços demorou para acontecer. O ritmo da inflação anual está agora mais para 3% do que para 4%, o que faz os analistas projetarem os ganhos reais das aplicações financeiras para mais do que os 4% citados. No mundo atual, esse é um rendimento sem par.

Quem quiser mais do que isso terá de voltar para atividades produtivas. É assim que se espera que a queda das taxas básicas de Juros comece de fato a impulsionar a economia brasileira, empurrando-a no ano que vem para um crescimento em torno de 2%. É pouco? Sim, é pouco, diante de tantos problemas que o Brasil tem para enfrentar. Mas é um crescimento suficiente para diminuir a legião de desempregados, tanto em números absolutos como em termos relativos.

A agricultura é que tem puxado a geração de emprego este ano, mas as estatísticas do Ministério do Trabalho mostram que está havendo também empregabilidade urbana entre pessoas com mais escolaridade, o que tem beneficiado gente jovem.

Fonte: O Globo

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