Sincor SP e Ministério Público juntos em defesa do consumidor
O Sindicato dos Corretores de Seguros, de Empresas
Corretoras de Seguros, de Resseguros, de Saúde, de Vida, de Capitalização, de
Previdência no Estado de São Paulo (Sincor-SP) assinou um termo de cooperação
com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para estabelecer a cooperação
mútua entre os órgãos para prestar serviços nas áreas de interesse em comum:
solução de dúvidas e/ou reclamações de consumidores de seguros no Estado de São
Paulo. Ao Sincor-SP caberá a parte técnica em todos os ramos de seguros por
meio de suas Comissões Técnicas, Departamento Disque Sincor, Assessoria Técnica
e Departamento Jurídico, nos moldes de uma assessoria técnica, enquanto
entidade de classe especializada em seguros. O presidente da entidade,
Alexandre Camilo, explica que sempre que solicitado, o sindicato prestará
orientação e apoio técnico para apurar fatos decorrentes de má prática nas
relações de seguro privado ou inadequação, omissão ou má conduta nas relações
securitárias, em ofertas ou divulgação de qualquer natureza, quando haja
possibilidade de dano ou lesão ao consumidor. Já o Ministério Público deverá
comunicar ao Sincor-SP sempre que receber reclamações contra Corretores de
seguros, no exercício das profissões, para que o sindicato possa exercer suas
atribuições legais. O MP-SP, sempre que solicitado pelo Sincor-SP e dentro de
suas possibilidades, fornecerá subsídios para a realização de ações conjuntas
visando à melhoria do exercício da atividade de Corretor de seguros e das
condições de atendimento aos consumidores, acrescenta Camilo. No Sincor-SP
existe o Disque Sincor. Nesse serviço são comuns chegarem casos como companhia
que se negou a indenizar um sinistro; demora na emissão da apólice; pagamento
de comissões; demora na liberação de reparos; problemas técnicos/sistêmicos. Já
na Comissão de Ética, o presidente do Sincor-SP diz que as reclamações mais
comuns são: falha do corretor na contratação, desvio de clientela, apropriação
de parcela de prêmio; publicidades e sites com carência de dados ao consumidor.
Neste caso, não apuramos fraude e sim as reclamações com relação às condutas
de corretores que podem denegrir o mercado através de uma atitude antiética
e/ou ilegal, explica Alexandre Camilo. No caso de denúncias, o papel do
sindicato é entender os fundamentos da reclamação para que o corretor possa ser
orientado ou questionado sobre o acontecido. Ao corretor cabe compreender a
importância de seu sindicato de classe e atendê-lo quando solicitado, e
adequar-se no que for necessário ao exercício da profissão em benefício de seu
cliente, diz Camilo. O presidente da entidade reforça que o acordo com o
Ministério Público foi renovado no dia 31 de março de 2015. O Disque Sincor
recebeu 517 casos em 2014 e 199 até agora em 2015. Na Ética foram 78 em 2014 e
23 até agora em 2015, revela o presidente do Sincor-SP. Os ramos que mais
recebem denúncias são automóvel, saúde e empresarial.
Fonte: AIDA
